O líder do CDS-PP, Paulo Portas, pediu hoje uma investigação “a fundo” à operação “Face Oculta” e exigiu intransigência por parte da Justiça se se provar que houve fenómenos de corrupção.
“À Justiça o que é da Justiça, à política o que é da política. Que investiguem a fundo e que concluam rapidamente e com justiça, e que se houver fenómenos de corrupção sejam intransigentes”, referiu Paulo Portas.
Armando Vara, antigo secretário de Estado da Administração Interna do Governo socialista de António Guterres, foi quinta-feira constituído arguido no âmbito da operação “Face Oculta” da Polícia Judiciária (PJ), da qual resultaram 13 arguidos, um dos quais está detido.
A investigação está relacionada com alegados crimes económicos de um grupo empresarial de Ovar, que integra a O2-Tratamento e Limpezas Ambientais e que, através de um esquema organizado, terá sido beneficiado na adjudicação de concursos e consultas públicas, na área de recolha e gestão de resíduos industriais.
Até agora, foi detido o empresário Manuel Godinho, de Ovar, e constituídos mais 12 arguidos, entre os quais se conta também o administrador da Rede Eléctrica Nacional (REN) José Penedos e o seu filho, o advogado Paulo Penedos.
Paulo Portas manifestou-se preocupado com os fenómenos de alegada corrupção envolvendo empresas e figuras, mas escusou-se a tecer qualquer comentário concreto sobre a operação “Face Oculta”.
“Com certeza [que estou preocpuado], mas não comento casos em concreto, porque acho que é o meu dever. Política é política, Justiça é Justiça”, referiu.
O líder democrata-cristão defendeu ainda que “é preciso reformar a sério a Justiça”, para os processos serem resolvidos com celeridade.
Paulo Portas falava em Ponte de Lima, à margem da sessão de tomada de posse do novo Executivo municipal, liderado por Victor Mendes, o único presidente de Câmara do País eleito pelo CDS-PP.


