A população de Valpaços voltou a concentrar-se hoje junto ao hospital local e acabou por forçar a entrada naquela unidade hospitalar, para falar com o provedor da Misericórdia, o que levou à intervenção da Guarda Nacional Republicana (GNR).
A manifestação contou com cerca de 500 pessoas que exigem a reabertura do Hospital de Valpaços, encerrado há um mês, e a reintegração dos 40 funcionários.
O Hospital de Valpaços, gerido pela Santa Casa, encerrou por falta de acordo com a Administração Regional de Saúde (ARS) Norte e os 40 trabalhadores foram "obrigados" a gozar os 22 dias úteis correspondentes às férias a que têm direito.
As férias já terminaram e os trabalhadores estão sem receber o vencimento de Janeiro e na "incerteza" quanto ao futuro profissional.
Autarca diz que hospital vai reabrir
Eugénio Morais, provedor da Misericórdia, reafirmou, em declarações à comunicação social, que "os trabalhadores são da Lusipaços e não da Santa Casa", acrescentando que "quem os mandou de férias foi a Lusipaços e não a Misericórdia".
O presidente da Câmara Municipal de Valpaços, Francisco Tavares, afirmou, por seu lado, que tem garantias, por parte da ARS Norte, de que o hospital vai reabrir com as mesmas valências, mas disse ainda não ter uma data.
O autarca adiantou também que vai reunir-se amanhã com o provedor da Misericórdia, para garantir os 40 postos de trabalho e resolver a situação profissional dos trabalhadores.


