A população do concelho de Alijó, distrito de Vila Real, manifesta-se hoje contra o fecho das urgências nocturnas, uma decisão do Ministério da saúde que a autarquia, social democrata, considera grave, sobretudo para a população do concelho com menos recursos.
A proposta feita à autarquia de Alijó pela Administração Regional de Saúde do Norte foi rejeitada, por unanimidade, pelo executivo camarário, ams mesmo assim o ministro da saúde quis avançar com o encerramento do Centro de Saúde entre as 22h00 e as 8h00, medida que terá efeito a partir do próximo dia 28.
A decisão já valeu a Correia de Campos críticas de ter tomado uma decisão em Lisboa sem sentir o pulso da realidade local em questão.
"Essa proposta para o PSD revela-se inaceitável, desde logo porque agrava as condições de acesso aos cuidados de saúde, sobretudo por parte daqueles que têm menos recursos, bem como daqueles que vivem mais longe do Hospital distrital de Vila Real", pode ler-se no site da edição on-line do jornal "Notícias do Douro".
A autarquia de Alijó, que hoje organiza o protesto local, adianta que esta medida do Governo é ainda mais estranha quando Alijó se prepara para inaugurar um novo centro de saúde e que, a encerrar á noite, será esvaziado de uma das suas principais valências.
"A saúde é um bem essencial e, por isso, defende o SAP do Centro de Saúde aberto 24 horas por dia, não admitindo mais uma medida do Governo que, a concretizar-se, prejudicará os interesses do concelho de Alijó e das suas populações", diz o jornal local, citando comunicado da Câmara Municipal de Alijó.


