A poluição atmosférica matou 3900 portugueses no ano 2000, revela um estudo da Comissão Europeia sobre as mortes prematuras causadas pelas partículas inaláveis e pelo ozono.
Segundo a edição de hoje do "Correio da Manhã", o estudo, que contemplou 23 Estados europeus, adianta que os valores variam consoante os países, mas frisa que, no total, o número de mortes prematuras devido à poluição ascendem às 300 mil em toda a Europa.
Portugal surge em 13º lugar, no meio da tabela que quantifica o número de mortos prematuros na UE dos 25 devido à poluição atmosférica, com 3900 casos, mais do que em países como a Suécia ou a Finlândia e menos do que a Alemanha (que lidera a lista com 65 mil mortos por ano), a Itália (40 mil) ou a França (36.800).
Além destes números, o estudo revela que a poluição do ar faz também diminuir a esperança de vida dos residentes na União Europeia, que cai, em média, nove meses. De acordo com os especialistas, as causas deste panorama são as partículas inaláveis - que resultam da queima de combustíveis fósseis - e do ozono ao nível do solo.
O estudo adianta também que este tipo de poluição obriga cada trabalhador da União Europeia a ficar, por ano, meio dia em casa por baixa médica, levando a gastos na saúde na ordem dos 80 mil milhões de euros.
O "Correio da Manhã" publica ainda dados do Instituto do Ambiente, que indicam que Barreiro, Coimbra, Estarreja/Avança, Lisboa, Porto e Setúbal são as cidades com maior índice de poluição atmosférica.


