Associações e sindicatos das forças de segurança manifestam-se hoje em Lisboa, pelo segundo dia consecutivo, contra a reforma do sistema de saúde da PSP e da GNR, que lhes retira regalias. Esta é a segunda vez em que os agentes vão aparecer fardados numa manifestação, algo que já não acontecia há 16 anos.
A manifestação, que vai começar com uma concentração em frente ao Ministério da Administração Interna, às 17h30, foi convocada pela Plataforma das Forças de Segurança, que agrupa 13 sindicatos ou associações sócio-profissionais da PSP e da GNR.
A plataforma rejeita a proposta do Governo de integrar os novos profissionais da PSP e da GNR no sistema de saúde da administração pública, defendendo a manutenção do subsistema de saúde das forças de segurança.
No âmbito de um pacote de medidas para tentar diminuir o défice orçamental, o Governo anunciou a equiparação dos subsistemas de saúde da GNR e da PSP à ADSE (Assistência na Doença aos Servidores do Estado) e a aposentação dos profissionais das corporações policiais aos 60 anos, em vez dos actuais 55 anos.
Ontem, uma manifestação contra a reforma do sistema de saúde convocada pela Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações Sócio-Profissionais das Forças de Segurança, a que aderiu também um sindicato da Polícia Judiciária, reuniu em Lisboa entre cinco e dez mil elementos da PSP, GNR, PJ, Polícia Marítima, Guardas Prisionais e Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.
No final do protesto, os manifestantes aprovaram uma moção dirigida à Assembleia da República, em que expressam "profunda preocupação pelo conjunto de medidas do Governo, com destaque para o congelamento da progressão nas carreiras, escalões e subsídios, aumento do tempo de serviço para efeito de reforma, alterações do sistema de aposentação e pré-aposentação e o fim dos subsistemas de saúde" na PSP e na GNR.
Os profissionais das forças e serviços de segurança exigem do Governo "o respeito integral pelos seus direitos adquiridos" e pedem à Assembleia da República que garanta "os direitos que, legal e legitimamente, foram conferidos às polícias e seus profissionais".


