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Forças de segurança continuam sem conhecer os respectivos estatutos

Polícias marcam manifestações nacionais para Março

27.01.2009 - 17:23 Por José Bento Amaro

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 (Nelson Garrido (arquivo))
Os polícias portugueses, em representação de todas as forças policiais do país, vão manifestar-se em Março. A decisão foi tomada esta tarde, em Lisboa, após uma reunião de todos os integrantes da Comissão Coordenadora Permanente das Forças de Segurança (CCPFS). Para além das estruturas que integram a Coordenadora, também a Associação Nacional de Sargentos (ANS) e a associação dos investigadores da Polícia Judiciária marcaram presença, tendo manifestado apoio aos organizadores.

O protesto dos polícias será antecedido de acções de sensibilização junto de todos os Governos Civis do país. Nessas acções os polícias vão explicar que, a cerca de seis meses de terminar a legislatura do Governo, e apesar de existirem promessas com cerca de três anos, nenhuma das forças policiais portuguesas tem em mão as propostas dos respectivos estatutos.

Na prática, a PSP, a GNR, o SEF, a Polícia Marítima e a Guarda Prisional (forças que integram a CCPFS) e também a Judiciária e até a ANS, desconhecem quais são, efectivamente, a totalidade dos seus deveres e direitos, uma vez que os respectivos estatutos, a estarem concluídos, não lhes foram apresentados nem dados a conhecer.

A data exacta da primeira manifestação nacional (ficou decidido que poderão ser várias as acções de protesto) será marcada no dia 19 de Fevereiro, após se analisarem os resultados das exposições que vão ser feitas nos Governos Civis.

“Não há tempo para que as estruturas sindicais analisem e possam discutir os pontos que entenderem relativamente aos estatutos de cada uma das forças policiais”, disse o presidente da CCPFS, Jorge Alves, criticando o Governo por deixar os polícias ao abandono. Jorge Alves deu como exemplo o caso da Associação Sindical da Polícia Marítima (Ministério da Defesa) cujos corpos dirigentes foram eleitos em 2007 mas, até ao momento, não conseguiram ser recebidos pela tutela numa só ocasião.

Na Judiciária, por sua vez, a situação parece ser ainda mais confusa, uma vez que até a própria direcção, com excepção do director nacional, está a exercer funções em situação provisória.

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tgv

tv, CACILHAS, você parece um pouco incomodado com "excesso" de direitos no país em que vive... (?!) ...

Anónimo

28.01.2009 08:12

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