A Polícia Judiciária anunciou hoje a detenção do homem conhecido como "Solitário Português", que há quatro anos se dedicava a roubos de bancos com recurso a armas de fogo.
"A Polícia Judiciária, através da Direcção Central de Combate ao Banditismo e em estreita colaboração com o DIAP (Departamento de Investigação Acção Penal) de Lisboa, desencadeou na terça-feira, na cidade de Lisboa, uma operação com vista à localização do indivíduo conhecido como ‘O Solitário Português’, que há cerca de quatro anos se dedicava a roubos com arma de fogo a instituições bancárias", refere a polícia em comunicado.
O homem, com 50 anos, realizou 26 assaltos com recurso a arma de fogo em bancos da zona da Grande Lisboa, tendo chegado mesmo a fazer dois assaltos num mesmo dia pelo menos por três vezes. O "Solitário Português" assaltava sozinho dependências bancárias, à semelhança do "El Solitário", o homem espanhol que se encontra detido em Portugal e que é acusado de mais de 30 assaltos a bancos em cinco anos.
A PJ admite a "complexidade" da investigação, iniciada em Agosto de 2004, uma vez que o homem não tinha quaisquer antecedentes criminais ou policiais e actuava com "raro à-vontade", mantendo além disso uma vida regular e discreta como operador de armazém. Actuava sempre de óculos escuros, chapéu e outras peças de roupa que, segundo a polícia, dificultaram a investigação.
"Esta actividade criminosa, reiterada e de rara intensidade, prolongou-se durante 43 meses, tendo apenas abrandado - mas não cessado - na sequência da divulgação de fotografias dos assaltos e de pedidos de informações efectuados pela Polícia Judiciária através dos órgãos de comunicação social", refere o comunicado. Aliás, a PJ sublinha a importância da "colaboração prestada pelos órgãos de comunicação social", considerando que se mostrou de "grande relevância" na identificação do homem.
No âmbito desta detenção, foram ainda apreendidos outros indícios de prova, como uma arma de calibre 6,35 mm e vários adereços de disfarce. O "Solitário Português" foi hoje de manhã submetido a primeiro interrogatório judicial, após o qual serão aplicadas as medidas de coacção.


