A polícia espanhola desmantelou uma rede de tráfico de pessoas para prostituição que se dedicava também à falsificação de cartões de crédito e outros documentos. A operação, que começou em 2003, levou à detenção de 22 pessoas.
Entre os detidos figuram os responsáveis máximos da organização em Espanha, Alex e Nicusor D, e dois cidadãos espanhóis.
A rede operava nas províncias de Valência e de Alicante. Um dos membros da rede foi assassinado em Dezembro de 2004 e o seu corpo apareceu em Portugal, na localidade de Valença do Minho, segundo a polícia.
De acordo com a edição online do diário espanhol "El Mundo", a polícia começou a investigar a rede na sequência de uma denúncia de uma rapariga menor de idade, de nacionalidade romena, que dizia ter sido obrigada a prostituir-se por uma rede constituída por cidadãos romenos.
A rede especializou-se na entrada ilegal de mulheres em Espanha, algumas menores, com recurso a documentos falsos. As raparigas eram obrigadas a prostituir-se em várias casas de alterne espanholas.
Esta rede tinha já sido perseguida pelas autoridades no ano passado, tendo sido detidas 25 pessoas por associação criminosa, ajuda à imigração ilegal, prostituição, falsificação de moeda e homicídio.


