PJ repete testes DNA e admite que corpo incompleto seja de vítima de ex-GNR

26.06.2006 - 22:15 Por Lusa
A Polícia Judiciária (PJ) decidiu hoje repetir os testes de DNA a um corpo incompleto encontrado este mês na barragem do Coiço, admitindo que possa pertencer também a uma das vítimas do presumível homicida de Santa Comba Dão.
Uma fonte da PJ disse à agência Lusa que o corpo poderá ser de Mariana Lourenço, ao contrário da tese avançada inicialmente pelas investigações, que excluíam essa hipótese e justificaram a continuação das buscas desde sábado para encontrar um eventual quarto cadáver.
“A situação inverteu-se”, acrescentou Almeida Rodrigues, sub-director nacional da PJ, frisando que a polícia acredita agora – “em termos antropométricos”, ponderando dados como o peso, a altura e a idade – que aquela parte de corpo pertença à jovem Mariana, desaparecida em Novembro de 2005.
Os testes ao DNA serão repetidos pelo Instituto de Medicina Legal de Coimbra, que deverá realizar idênticos exames ao corpo que se supõe ser de Joana Oliveira, retirado no sábado da barragem da Raiva (também conhecida por barragem do Coiço) pelos bombeiros.
Segundo Almeida Rodrigues, a tentativa de identificar este corpo através das impressões digitais não teve êxito, face ao seu estado de degradação. Nos dois casos, os resultados dos testes de DNA estarão concluídos dentro de oito dias.
As buscas para encontrar corpos no rio Mondego, próximo de Penacova, decorrem desde sábado, na barragem da Raiva, sob orientação da PJ de Coimbra. Nesse dia, foi encontrado o corpo que poderá ser de Joana Oliveira, uma das três vítimas do presumível homicida de Santa Comba Dão, um antigo cabo da GNR, de 53 anos.
Um primeiro cadáver, já identificado como sendo de Isabel Isidoro, tinha sido encontrado em 31 de Maio de 2005, na praia da Figueira da Foz. No domingo e hoje, até às 19h00, as buscas revelaram-se infrutíferas.
O subdirector nacional da Polícia Judiciária, Almeida Rodrigues, disse à Lusa que as operações de mergulho terminaram hoje, pelo menos por alguns dias. No entanto, acrescentou que as buscas naquela zona do rio Mondego prosseguem à superfície, até terça-feira, com auxílio de um barco dos bombeiros.
As três jovens alegadamente assassinadas pelo cabo da GNR reformado, com idades entre os 16 e os 18 anos, desapareceram do lugar de Cabecinha de Rei, em Santa Comba Dão, em Maio de 2005, Novembro do mesmo ano e 8 de Maio de 2006.
O suspeito, que se encontra em prisão preventiva após ter sido ouvido sexta-feira no Tribunal da Figueira da Foz, foi indiciado pela prática de três crimes de homicídio qualificado e três de ocultação de cadáver.

