Em ano de eleições, a Polícia Judiciária decidiu reforçar os meios para investigar incêndios florestais, aumentando o número de inspectores e disponibilizando mais viaturas, nomadamente de viaturas todo-o-terreno. Ao mesmo tempo promete investir nos mecanismos de prevenção.
Rui Almeida, responsável pela directoria do centro da Polícia Judiciária evita fazer comentários sobre quem cumpre e quem não cumpre a lei, embora vá dizendo que “há muitas pessoas que continuam a não fazer a limpeza das matas a que estão obrigadas por lei”.“O que nós sabemos é que, de acordo com dados estatísticos que foram disponibilizados pelas entidades ligadas aos incêndios - e não foi a PJ -, é que em anos de eleições há, normalmente, um aumento de ignições e pela informação que temos é que não tem sido devidamente cumprido o diploma que obriga os proprietários a manterem as faixas de terreno à volta das suas casas e contíguas à floresta limpas”, declara Rui Almeida, em declarações à Rádio Renascença.
De acordo com aquele responsável, actualmente a Polícia Judiciária tem 120 elementos que estão especialmente vocacionados para este tipo de investigação do crime de incêndio. Rui Almeida revelou ainda que a PJ decidiu reforçar as equipas das pessoas que estão dia e noite disponíveis para em caso de incêndio que seja da competência da Judiciária acorrerem ao local.
Segundo a Judiciária, a maior parte dos incêndios tem origem negligente e apenas 20 por cento são deliberadamente provocados.


