A Polícia Judiciária apreendeu nos primeiros quatro meses deste ano mais de oito milhões de euros a redes de tráfico de droga, uma quantia superior ao total apreendido no ano passado, noticia hoje o "Correio da Manhã".
De acordo com o jornal, os oito milhões apreendidos de Janeiro a Abril deste ano correspondem ao "mesmo que o valor total - não apenas dinheiro mas também viaturas, imóveis e outros - conseguido no ano passado por todas as polícias".
Também o total de cocaína apreendido nos quatro primeiros meses deste ano, acima das 23 toneladas, já ultrapassou as 18 toneladas apreendidas no ano passado, afirma o jornal, salientando que a apreensão de droga é o terceiro objectivo mais importante da PJ, logo a seguir à detenção dos traficantes e do ataque às receitas do tráfico.
José Braz, da Direcção Central de Investigação e Combate ao Tráfico de Estupefacientes (DCITE) afirmou que "o ataque aos lucros do narcotráfico é um objectivo cada vez mais importante", visto que "quando se ataca os lucros das redes atinge-se o centro de poder". "Pessoas, carros, droga, tudo é substituível. O dinheiro não", sublinha.
José Braz afirma ainda que é cada vez mais comum as redes de tráfico usarem negócios de fachada, de forma a movimentarem dinheiro consoante a necessidade, e reconhece que há níveis a que a investigação ainda não chega, nomeadamente a "paraísos fiscais, protegidos por contas e empresas com outras contas".
A DCITE tem desde há dois anos uma equipa de cinco pessoas a trabalhar exclusivamente nos casos de branqueamento de capitais, com ligação à Unidade de Informação Financeira e a organismos públicos, com o objectivo de determinar como é gasto o dinheiro da droga.


