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Director nacional acusado de manobra de diversão

PJ: funcionários de investigação criminal contra ideia de mudança de tutela

05.05.2008 - 09:57 Por Lusa

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Os funcionários de investigação criminal manifestaram-se hoje contra a mudança de tutela da Polícia Judiciária, contestando que a ideia surja num momento em que se devia estar a debater a problemática da criminalidade.
A ASFIC mostrou-se “radicalmente contra” a ideia de Alípio Ribeiro A ASFIC mostrou-se “radicalmente contra” a ideia de Alípio Ribeiro (Daniel Rocha (arquivo))

O director nacional da Polícia Judiciária (PJ), Alípio Ribeiro, admitiu em entrevista publicada hoje pelo “Diário Económico” a mudança de tutela daquela polícia do Ministério da Justiça para o da Administração Interna ou para um novo Ministério do Interior.

Contactada pela Lusa, a Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC) mostrou-se “radicalmente contra” esta ideia.

“Vamos mudar para quê? Não há estudos que mostrem que é melhor para a justiça em Portugal ou para a investigação criminal. Nem está provado que haja melhor coordenação entre polícias. A PSP e a GNR estão no mesmo Ministério e existe descoordenação entre elas”, comentou Carlos Anjos, presidente da ASFIC.

Discutir a criminalidade

Este responsável encarou a entrevista do director nacional da PJ como uma “manobra de diversão” relativamente aos problemas da criminalidade e em relação à “falta de meios” desta polícia.

“Sempre que há qualquer coisa que está estruturalmente mal pensa-se numa manobra de diversão. Estamos ainda em desacordo em lançar uma ideia destas numa altura em que se devia discutir o problema da criminalidade”, defendeu.

Carlos Anjos admitiu que na origem desta posição assumida por Alípio Ribeiro esteja o reconhecimento da “incapacidade” do Ministério da Justiça em resolver os problemas da PJ, enquanto tem havido uma aposta nas forças policiais tuteladas pelo Ministério da Administração Interna.

Tanto o Ministério da Justiça com o da Administração Interna se recusaram a comentar o teor da entrevista de Alípio Ribeiro.

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