Um empresário português residente na zona de Cascais é o principal suspeito arrolado na operação da Polícia Judiciária (PJ) denominada “60 segundos”, a qual permitiu já congelar contas bancárias cujo montante total ascende a mais de 1,5 milhões de dólares.
As buscas já efectuadas levaram à apreensão de inúmeras obras de arte, viaturas, barcos e peças de ourivesaria. Estes bens serão provenientes de um extenso rol de burlas de que terão sido vítimas empresas e privados dos Estados Unidos.
As investigações da PJ, efectuadas através da Unidade Nacional Contra a Corrupção (UNCC) iniciaram-se há alguns meses, dando seguimento ao que está previsto no plano de prevenção de branqueamento de capitais.
Os indícios recolhidos – “porque o dinheiro deixa rasto” - levaram os inspectores da UNCC até diversos dependências bancárias por onde circulavam os capitais. Estes, conforme se veio a concluir, eram resultado de diversas burlas praticadas “nas mais diversas áreas”, nomeadamente o imobiliário, mas também no sector da compra e venda de obras de arte.
Após diversas buscas a PJ acabou por apreender diverso material informático, 15 pinturas e litografias certificadas e assinadas por diversos autores consagrados, várias peças de ouro e relógios, duas embarcações de recreio, uma moto 4 e três automóveis antigos de colecção. Um desses carros, um Mustang, por ser igual ao modelo utilizado num filme denominado “60 segundos”, acabou por ser o responsável pelo nome dado à operação policial. Desconhece-se, para já, qual o valor estimado dos bens apreendidos.
O homem que está constituído arguido neste processo poderá não ser o único a enfrentar o tribunal. As diligências policiais estão agora centradas noutros eventuais intervenientes, sejam eles residentes em Portugal ou nos Estados Unidos.
Notícia substituída às 16h05


