A., de 73 anos, vivia com a nora na sua casa, na Maia. Alegadamente, não se davam bem. A tal ponto que a nora terá decido livrar-se da idosa, com a colaboração de quatro familiares que, a 19 de Dezembro, irromperam pela casa, a assaltaram e espancaram até a julgarem morta. Só que a vítima não morreu, permitindo à Polícia Judiciária identificar, ontem, os cinco suspeitos, que esta sexta-feira estiveram durante o dia a ser ouvidos em primeiro interrogatório judicial.
A nora de A. não terá participado nas agressões, acredita a PJ, que imputa às outras quatro pessoas identificadas a autoria material dos crimes de tentativa de homício e de roubo. Duas mulheres, de 26 e 24 anos, sobrinhas da suposta mentora do plano, foram detidas; um rapaz e uma rapariga adolescentes, ambos menores de idade, foram apenas identificados. Os quatro “amarraram, amordaçaram e agrediram violentamente a idosa”, com recurso a matracas, diz a polícia. Da casa levaram jóias, relógios telemóveis e outros objectos no valor total de cerca de dez mil euros e, segundo a Judiciária, “abandonaram o local por suporem que a senhora estaria morta”.
De facto, a vítima ficou com ferimentos graves em todo o corpo e com o rosto desfigurado, mas a intervenção atempada dos serviços de emergência permitiu que acabasse por sobreviver ao assalto e tentativa de homicídio, tendo sido internada numa unidade hospitalar. Menos de sete meses depois dos acontecimentos, a PJ considera ter desmontado o esquema, faltando apenas saber as medidas de coacção aplicadas pelo Tribunal da Maia às três mulheres detidas.


