A Polícia Judiciária (PJ) revelou hoje que deteve no fim-de-semana quatro pessoas que, há cerca de dois anos, praticavam burlas em todo o território nacional junto de centenas de empresas, estimando-se o negócio em “largas dezenas de milhares de euros”.
De acordo com o comunicado da PJ, a líder do grupo, “intitulando-se juíza ou quadro superior da Administração Pública, induzia os representantes de empresas (...) ao pagamento de alegadas dívidas ao Estado, em atraso, (...) levando-os ao depósito das quantias” pedidas e que eram, “logo de seguida, levantadas através das cadernetas e/ou cartões multibanco”.
A líder do grupo apresentava uma “argumentação muito treinada e convincente, suportada por informação previamente obtida (editais retirados dos jornais, números de telefones e fax de instituições do Estado)”.
A investigação, do Departamento de Investigação Criminal de Aveiro, foi dificultada pela “dispersão territorial, facto que os arguidos procuravam com o intuito de evitarem uma investigação centralizada e que permitisse avaliar toda a extensão da sua actividade criminosa”.
A presumível líder do grupo, com 38 anos de idade, vai ficar em regime de prisão preventiva, enquanto os restantes arguidos ficam sujeitos a apresentações periódicas às autoridades.


