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Homem vivia agora no norte do país

PJ detém alegado “estripador de Lisboa” após dados de novos crimes

01.12.2011 - 14:31 Por PÚBLICO

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Os crimes que vitimaram três prostitutas já prescreveram Os crimes que vitimaram três prostitutas já prescreveram (Foto: Adriano Miranda)
A Polícia Judiciária deteve um homem de 46 anos que se suspeita ser o assassino em série que entre 1992 e 1993 matou três mulheres na capital, ficando conhecido como “estripador de Lisboa”.

Estes crimes que vitimaram três prostitutas e que têm em comum o facto de o assassino as ter esventrado, levando parte dos intestinos, fígado e coração, já prescreveram em 2008 mas há pistas sobre outros mais recentes que conduziram à detenção, avança o semanário Sol na sua edição online.O homem em causa chama-se José Guedes e tem 46 anos. O suspeito, que na altura dos primeiros crimes era operário na construção civil, estava agora desempregado e vivia em Matosinhos.

José Guedes foi detido há uma semana pela PJ e ficou preso preventivamente por ordem do juiz de instrução, escreve o mesmo jornal, concretizando que em causa estão novas ameaças feitas pelo suspeito e não os crimes do início da década de 1990. O Sol falou com o suspeito, que se confessou responsável pela prática de outros crimes, na Alemanha, para onde emigrou uns anos, e em Aveiro, em 2000. Já o Correio da Manhã, na sua edição de hoje, diz que a informação chegou à PJ através de dois filhos do suspeito, após conflitos familiares.

Os crimes cometidos entre 1992 e 1993 já prescreveram e o caso foi arquivado, mas estes novos que o suspeito agora refere ainda podem ir a tribunal. No final de Julho de 1992, num barracão de armazenamento de produtos químicos, em Odivelas, surgiu o cadáver da primeira mulher. Tinha 22 anos, estava praticamente nua e havia sido rasgada e esventrada com uma lâmina. Não fora roubada. Exames periciais indiciaram estar-se em presença de um homicida com grande força física.

Algum tempo depois o corpo de outra prostituta era encontrado num barracão sob a linha férrea em Entrecampos, Lisboa. Em comum com a primeira vítima tinha o facto de ser toxicodependente, de estar infectada com o vírus da sida e de não ter sido roubada. No palco deste crime a PJ recolheu os indícios que lhe permitiram suspeitar que o culpado fosse um homem corpulento. O assassino calcou sangue, deixando um rasto, e algum cabelo. A existência de um banco de ADN teria ajudado então a resolver o caso. Meses mais tarde, novamente em Odivelas, outra mulher, com as características das anteriores, foi assassinada pelo mesmo método.

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