Pinto Monteiro satisfeito com ritmo da investigação ao caso de Santa Maria

30.07.2009 - 13:33 Por António Arnaldo Mesquita
O procurador-geral da República, Pinto Monteiro, disse hoje estar satisfeito com o ritmo que está a ter o inquérito aberto pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa ao caso de Santa Maria.
Pinto Monteiro, que falava ao PÚBLICO à margem da inauguração da nova sala multioperacional do DIAP de Lisboa, que permitirá um melhor combate à criminalidade grave e complexa, informou ainda que já foram realizadas “múltiplas diligências” no âmbito do caso que envolve seis doentes que correm agora o risco de ficar cegos depois de uma intervenção aos olhos onde lhes terá sido injectado Avastin.
No mesmo contexto, a procuradora Maria José Morgado explicou que a equipa de procuradores que tem o inquérito a seu cargo tem experiência em casos de negligência na área da saúde, pelo que acredita que será possível uma resolução da situação.
Recorde-se que na terça-feira o Ministério Público (MP) decidiu abrir um inquérito-crime ao caso dos doentes que ficaram cegos após uma intervenção oftalmológica no Hospital de Santa Maria.
"Atendendo ao teor das notícias publicadas relativamente às ocorrências no Hospital de Santa Maria e podendo estar em causa crimes de erro em intervenções e tratamentos médicos e/ou crimes de corrupção de substâncias médicas e porque tais crimes, a existirem, têm natureza pública, a Direcção do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa determinou a instauração de um processo-crime", referia uma nota da PGR. Segundo a mesma nota, este processo-crime visa o "apuramento de existência de crime, importando, em caso afirmativo, apurar quais são os seus autores ou responsáveis médicos".

