PGR nega ter recebido documentos há quatro meses

Pinto Monteiro promete esclarecimentos em breve sobre certidões do caso “Face Oculta”

09.11.2009 - 15:16 Por Lusa

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Pinto Monteiro diz que “é completamente falso” que tenha recebido as certidões do processo sem actuar Pinto Monteiro diz que “é completamente falso” que tenha recebido as certidões do processo sem actuar (Carlos Lopes)
O procurador-geral da República, Pinto Monteiro, disse hoje que “dentro de uma semana” será “tudo esclarecido e tornado público” em relação às certidões extraídas do processo “Face Oculta”, negando que estivesse na posse daqueles documentos há quatro meses.

À saída da reunião anual de magistrados da área de Família e Menores do Distrito Judicial de Lisboa, Pinto Monteiro afirmou aos jornalistas que “é completamente falso” que tenha recebido as certidões do processo sem actuar. “Houve uma reunião, entre Maio e Junho, no meu gabinete com o procurador-geral distrital de Coimbra e o director do DIAP [Departamento de Investigação e Acção Penal] de Aveiro. No seguimento dessa reunião foi enviada uma certidão com imensas cassetes, que foi analisada, e em Setembro foi proferido um despacho meu e do presidente do Supremo Tribunal de Justiça”, adiantou.

Garantindo que o processo “Face Oculta” não está parado, o procurador-geral da República sublinhou que “quem decide sobre o destino último das cassetes é o presidente do Supremo Tribunal de Justiça”. Pinto Monteiro afirmou, também, que “o DIAP de Aveiro continua a enviar certidões”, tendo recebido a última há 15 dias.

No sábado, o procurador-geral confirmou ao semanário “Expresso” que uma das nove certidões extraídas do processo se refere a escutas entre o primeiro-ministro, José Sócrates, e o vice-presidente do BCP, entretanto suspenso, Armando Vara, estando a Procuradoria a analisar o caso para perceber se existem ou não fundamentos para a abertura de um inquérito crime.

Entretanto, o primeiro-ministro já afirmou aos jornalistas que telefonou ao “amigo” Armando Vara. “O que tenho conhecimento sobre o que vem nesse jornal é que eu fiz uma chamada para o dr. Armando Vara. Acontece que faço chamadas para os meus amigos e vou continuar a fazê-las”, disse o líder do Executivo.

Desde 30 de Outubro, data em que tiveram início os interrogatórios judiciais relativos ao processo “Face Oculta”, foi constituído arguido o empresário Manuel José Godinho, que se encontra em prisão preventiva, e 14 outras pessoas, incluindo Armando Vara, vice-presidente do Millennium BCP (que já suspendeu as funções), José Penedos, presidente da REN, e o seu filho Paulo Penedos, advogado da empresa SCI - Sociedade Comercial e Industrial de Metalomecânica SA, de Manuel José Godinho.

Manuel Guiomar, quadro da Refer, e Mário Pinho, funcionário da Repartição de Finanças de São João da Madeira, foram também suspensos de funções.

A Polícia Judiciária desencadeou no dia 28 de Outubro a operação “Face Oculta” em vários pontos do país, no âmbito de uma investigação relacionada com alegados crimes económicos de um grupo empresarial de Ovar que integra a O2-Tratamento e Limpezas Ambientais, a que está ligado Manuel José Godinho.

No decurso da operação foram efectuadas cerca de 30 buscas, domiciliárias e a postos de trabalho.

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F

Quando mete Pinócrates acontecem sempre coisas muito estranhas!

Diabo Feliz

09.11.2009 19:18

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O juiz  considerou "fortemente indiciada a prática de corrupção passiva" num caso em Manuel Godinho é o principal arguido Face Oculta: José Valentim suspenso da Refer