Um bimotor transportando seis pessoas fez ontem uma aterragem de emergência no oceano em Darwin, Austrália, por causa de uma avaria num dos motores após a descolagem. O incidente foi semelhante ao ocorrido a 15 de Janeiro, no rio Hudson, em Nova Iorque, com um Airbus da US Airways, embora com um avião bem mais pequeno.
O avião, que tinha acabado de descolar do aeroporto internacional de Darwin, dirigia-se para a cidade de Maningrida, a cerca de 500 quilómetros a Este de Darwin, e transportava seis técnicos informáticos. Os passageiros escaparam ilesos do acidente e caminharam pelo seu pé até à margem.
Numa versão em pequena escala da aterragem do Airbus da US Airways que transportava 155 passageiros, um dos motores do avião australiano também perdeu a potência logo após a descolagem, o que obrigou o piloto Steve Bolle a aterrar de emergência também na água, desta vez no mar do porto de Darwin. O acidente também não causou vítimas e o facto de o piloto nunca ter perdido a calma e o sangue frio enquanto geria a situação reforçam as coincidências com o acidente que ocorreu nos EUA há menos de um mês.
O director-geral da CSG, empresa de tecnologias proprietária do avião, Denis Mackenzie disse ao jornal australiano "Sydney Morning Herald" que "o piloto comunicou logo após a descolagem que um dos motores do avião estava a perder potência”. Ao aperceber-se que não iria conseguir regressar ao aeroporto, o piloto teve que fazer uma aterragem forçada no mar, explicou. “O piloto estava muito calmo. De certeza que estão treinados para estas situações”, disse o director-geral da empresa”.
Segundo as autoridades, citadas pela BBC, ainda não são conhecidas as causas da avaria nos motores, mas o acidente já está a ser investigado.
“Pessoalmente creio que o piloto tomou uma boa decisão”, disse à CNN Neville Blyth, do gabinete australiano de segurança nos transportes. O investigador considera que “o oceano foi uma opção mais segura para aterrar do que a praia, uma vez que nunca se sabe qual a firmeza do solo”. O caso de Darwin, e as suas semelhanças com o de Nova Iorque, “é essencialmente uma boa história”, afirmou.


