O procurador-geral da República, Pinto Monteiro, garantiu hoje ao PÚBLICO que o caso Freeport será investigado até ao fim como qualquer outro processo. “Com a mesma tranquilidade com que se investiga um pedreiro, um médico ou um professor, assim se investigará qualquer ministro ou político. É-me completamente indiferente o destinatário”, assegura o PGR. Pinto Monteiro nota que o processo “está agora a ser investigado” porque foi avocado pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), já que “estava completamente parado”.
O PGR confirma ter pedido à responsável do DCIAP, Cândida Almeida, que tomasse medidas para resolver o processo “o mais depressa possível”, atendendo a que os prazos já tinham sido ultrapassados. “Por excesso de sensibilidade, os processos não podem arrastar-se durante anos”, afirma.
Também ontem, o presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, António Cluny, pediu a José Sócrates que clarifique as afirmações que fez sobre o caso Freeport vir novamente a público em tempo de eleições. “Não quero crer que o primeiro-ministro tenha dito isso com segundas intenções mas, objectivamente, pode ser entendido como uma insinuação sobre a partidarização e politização da investigação”, disse Cluny.


