O pessoal de apoio da Polícia Judiciária inicia às 00h00 de amanhã uma greve nacional de três dias contra medidas como a perda dos serviços de saúde do Ministério da Justiça ou a alteração do plano de reforma.
"Confirmamos a realização da greve nacional, sob a forma de paralisação total e com ausência dos locais de trabalho, entre 28 e 30 de Setembro", avança à Lusa uma fonte da Associação Sindical dos Funcionários Técnicos, Administrativos, Auxiliares e Operários da Polícia Judiciária.
Os serviços da Judiciária abrangidos pela greve são a directoria nacional, direcções centrais, departamentos centrais, unidade de informação financeira, departamentos de apoio e respectivas extensões territoriais, secretariados, directorias, departamentos de investigação criminal e Instituto Superior de Polícia e Ciências Criminais.
As razões apresentadas para a greve são "a perda dos Serviços de Saúde do Ministério da Justiça, atraso de cinco anos na publicação da portaria que atribui o suplemento de prevenção ao pessoal auxiliar e operário, e a alteração do plano de aposentação". Outro dos motivos passa pela "exclusão dos corpos especiais e perda dos 20 por cento de tempo acrescido, situação ilegal do pessoal de limpeza e projecto de suplemento de disponibilidade permanente".
A associação manteve reuniões com o secretário de Estado da Justiça, José Conde Rodrigues, sobre estas matérias, mas os resultados foram "inconclusivos", segundo os dirigentes sindicais.
Estão abrangidos pelo pré-aviso de greve 1200 funcionários de apoio e 180 operários e auxiliares da Polícia Judiciária.


