A possível presença do Papa Bento XVI em Fátima no próximo ano, para inaugurar a nova Igreja da Santíssima Trindade, foi hoje saudada pelos peregrinos que comemoram os 89 anos das chamadas aprições de Nossa Senhora de Fátima.
O convite da Diocese de Leiria-Fátima e da Conferência Episcopal Portuguesa vai ser formalizado em breve, apontando a visita do Papa para 13 de Outubro de 2007, durante o encerramento das comemorações dos 90 anos das aparições e a inauguração da nova igreja.
Para alguns peregrinos, a visita de Bento XVI é considerada natural, até porque o actual Sumo Pontífice sucede a João Paulo II, considerado "o Papa de Fátima".
"Já ouvi falar que ele [Bento XVI] vem cá. É normal e é justo, porque Fátima tem muita importância", disse Maria de Lurdes Pedra, de Viana do Castelo.
Carlos Sousa, de Mogadouro, considera que a relação de Fátima com o Vaticano "nunca mais será a mesma depois da morte de João Paulo II". "O novo Papa pode ser muito bom, mas João Paulo II é que era o nosso Papa". No entanto, "pode ser que as coisas mudem se ele vier cá de novo", afirmou este peregrino, que vai a Fátima todos os anos por ocasião das grandes celebrações religiosas.
"Nunca é demais o Papa vir a Fátima", afirmou Pilar Ortillo, uma filipina que hoje visitou pela primeira vez o Santuário de Fátima para agradecer o sucesso profissional dos seus dez filhos. Para esta devota mariana, Bento XVI deveria aproveitar a visita a Fátima para renovar a consagração do mundo a Nossa Senhora.
"Era uma coisa bonita de se fazer e era um sinal importante da Igreja para um mundo que tem tantos problemas", considerou.
O número de peregrinos é hoje inferior ao habitual nas celebrações de Outubro e os acessos a Fátima estavam descongestionados minutos antes do início das cerimónias.


