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Ministério realça investimento feito

Peixes mortos no Alviela após descarga no fim-de-semana

20.09.2006 - 13:00 Por Lusa

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 (PUBLICO.PT)
Dezenas de peixes mortos começaram a aparecer à superfície do rio Alviela nas últimas 24 horas, depois de uma descarga naquele curso de água, revelou hoje o presidente da Junta de Vaqueiros, Firmino Oliveira.

A junta de Vaqueiros alertara no sábado para a descarga de efluentes químicos no Alviela, referindo a existência de alguns peixes mortos e o aspecto sujo das águas. A descarga terá ocorrido na sexta-feira à noite e hoje os açudes estão cheios de peixes mortos, afirmou o autarca, que aponta para um despejo ilegal da indústria de curtumes do concelho vizinho de Alcanena.

"Estou a pedir às autoridades, através da Câmara, que retirem o peixe morto do rio porque há um risco para a saúde pública", afirmou o presidente da junta, que aponta as deficiências do sistema de tratamento dos efluentes dos curtumes como a causa deste atentado ambiental.

"Tenho testemunhas que viram um ‘bypass’ numa conduta" e terá sido por aí "que foi feito o despejo que matou estes peixes e destruiu o rio", explicou o autarca.

A descarga ocorreu durante o Festival Internacional de Música do Alviela, uma iniciativa da autarquia de Santarém que visava sensibilizar o poder central para a necessidade de investir na despoluição do rio.

O Alviela foi objecto de uma intervenção na década de 1990, com a construção de uma Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), que concentrou os efluentes das indústrias de curtumes de Alcanena. A falta de conclusão do sistema e deficiências de manutenção provocaram novos problemas ambientais.

Em resposta hoje divulgada a um requerimento da deputada do PCP Luísa Mesquita, o gabinete do ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional sustenta que a poluição é pouco elevada, recordando que o Estado já investiu cerca de 50 milhões de euros no sistema de Alcanena.

"Estas obras contribuíram em muito para a melhoria da qualidade dos meios receptores aquáticos, verificando-se uma evolução bastante positiva na qualidade das águas do rio Alviela", refere a resposta. A tutela sustenta que "os impactos negativos se prendem mais com questões de incomodidade provocada pela cor escura que as águas por vezes apresentam do que com aspectos de saúde pública" ou "poluição das águas subterrâneas".

Entre 2005 e Maio deste ano, foram efectuadas "105 inspecções a unidades industriais situadas na área de bacia do rio Alviela, tendo sido levantados mais de 70 autos de notícia", acrescenta ainda a resposta, que motivou a indignação das autarquias e da deputada que fez o requerimento.

"É no mínimo preocupante esta resposta", considerou a deputada, salientando que a tutela "ignorou e fez tábua rasa" dos vários problemas ambientais que existem no rio, preferindo apontar "questões psicológicas" como o aspecto da água como causa das preocupações.

"Quer a GNR, quer a inspecção do Ministério do Ambiente têm outros meios para actuar", podendo mesmo encerrar os poluidores, defendeu Luísa Mesquita, que defende um investimento urgente na ETAR e nas condutas, que são "autênticos passadouros" dos efluentes dos curtumes.

"É preciso tomar medidas urgentes", desafiou a deputada, numa posição que Firmino Oliveira também subscreve. "O Governo desconhece em absoluto o que se está a passar no Alviela" e, com essa falta de acção, está "a condenar à morte" o rio e as populações ribeirinhas, considerou o autarca de Vaqueiros.

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Comentário + votado

Para que temos Ministério do Ambiente?

Para que temos Ministerio do Ambiente?! O que é preciso para que se tomem medidas para remodelação ...

Marco António Alexandre Arruda

21.09.2006 18:18

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