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Serviço deve ser considerado um serviço público

PCP quer que Estado denuncie contrato com empresa responsável pela Linha de Saúde 24

20.08.2009 - 12:19 Por Lusa

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A ministra da Saúde acusou a Linha de Saúde 24 de atender menos sete mil chamadas diárias do que o previsto A ministra da Saúde acusou a Linha de Saúde 24 de atender menos sete mil chamadas diárias do que o previsto (Daniel Rocha)
O PCP exigiu hoje que o Governo denuncie o contrato com a empresa responsável pela Linha de Saúde 24, considerando que este é um serviço público que deve ser assegurado pelo Estado.

Jorge Pires, da Comissão Política do PCP, reagiu "com estupefacção" às declarações da ministra da Saúde, Ana Jorge, que "veio responsabilizar a empresa pela situação que está criada".

Esta semana, a ministra defendeu que o serviço de atendimento, prestado pela empresa Linha Cuidados de Saúde, numa parceria público-privada, tem de melhorar a resposta aos utentes, alguns dos quais se queixam de demora no atendimento e encaminhamento de casos dos casos de gripe A (H1N1). Ontem, Ana Jorge acusou mesmo a empresa que gere o serviço telefónico 808 24 24 24 de incumprimento do contrato, ao atender menos sete mil chamadas diárias do que o previsto contratualmente (10 mil).

Jorge Pires diz que a situação denunciada pela ministra "já se previa", depois de, há alguns meses, funcionários da linha de atendimento terem alertado para a existência de problemas laborais, "com consequências na qualidade do serviço".

Na altura, recordou o dirigente comunista, o director-geral de Saúde, Francisco George, admitiu não renovar o contrato com a empresa, mas "algumas semanas depois, o Governo utilizou uma prerrogativa do contrato para alargar mais um ano, sem concurso". "Não venha agora a ministra procurar desresponsabilizar o Governo", até porque "quem controla a empresa é quem fez o contrato", defendeu Jorge Pires.

O PCP reclama que o Executivo "denuncie o contrato" com a empresa, considerando que "é muito diferente ter um serviço público desta importância prestado pelo Estado ou por uma empresa privada".

Num momento em que o número de pessoas infectadas com Gripe A continua a subir em Portugal, com mais de 1700 casos registados, "há que defender os interesses dos portugueses e não os lucros de uma empresa", sublinhou Jorge Pires.

O responsável comunista lembrou que a linha de atendimento telefónico assume particular importância, tendo em conta que mais de um milhão de portugueses não têm médico de família. "Se não tivermos uma linha de apoio, essas pessoas dirigem-se onde? Para as urgências dos hospitais, que estão normalmente esgotadas?", questionou.

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Comentário + votado

Linha saúde 24

Já recorri a linha de saúde 24 várias vezes e sempre fui muito bem atendida. Ainda semana passada ...

Andrea

20.08.2009 19:48

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