O PCP vai recomendar ao Governo a suspensão do processo de encerramento das urgências até que seja tornada pública uma proposta com a definição dos critérios objectivos em que se baseia.
"Perante a gravidade da situação criada, o PCP anuncia desde já a intenção de apresentar uma iniciativa que recomende a suspensão do anunciado processo de encerramento de urgências", declarou o deputado comunista Honório Novo, numa declaração política no Parlamento.
O processo deve ficar suspenso "até que o Governo apresente uma proposta que explicite e clarifique quais os critérios objectivos em que se diz basear para concretizar de facto a reorganização da rede das urgências em Portugal", acrescentou o deputado do PCP.
Honório Novo considerou "muito preocupantes" as declarações do ministro da Saúde relativas ao programa de encerramento das urgências hospitalares, acusando Correia de Campos de assumir "uma posição inaceitável e reveladora de uma pressão democraticamente inaceitável" em relação a quem protesta.
"O ministro da Saúde não pode ameaçar as populações nem os seus representantes", disse.
"Não pode, por um lado, dizer que o anunciado programa de fecho de urgências está em negociação e por outro ameaçar aqueles que legitimamente protestam e se indignam com a proposta do Governo dizendo que quem se manifesta está a pôr-se fora das negociações", reforçou.


