PCP pede reforço de meios do INEM, que diz estar sem condições de socorro eficaz

27.07.2010 - 17:12 Por Lusa
O PCP apelou hoje ao Governo para que reforce os meios ao dispor do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), dizendo que este está sem condições para assegurar um socorro eficaz.
Em conferência de imprensa, na sede nacional do PCP, em Lisboa, o dirigente comunista Jorge Pires acusou o Governo de, em nome de "uma estratégia economicista", ter provocado uma situação no INEM de "salários em atraso", "dívidas a fornecedores" e falta de meios.
"O mês de Agosto é sempre um mês que exige muito do INEM e a questão que se coloca é se está o INEM ou não preparado para socorrer as pessoas que dele vierem a precisar?", considerou Jorge Pires, respondendo em seguida à pergunta: "Não está preparado, como é evidente".
"A prova mais evidente de que temos razão é que ainda hoje morrem pessoas por falta de assistência em Portugal: ou é a ambulância que não chega, ou é uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) que não chega, ou chega tarde", apontou.
Segundo este dirigente da Comissão Política do PCP, "não estão assegurados os meios de transporte e evacuação urgente de doentes, ao contrário do que é referido sistematicamente por responsáveis do Ministério [da Saúde]".
Jorge Pires disse que os comunistas defendem "que sejam assegurados e reforçados os meios ao dispor do sistema de emergência médica e, desde já, a implementação de um conjunto de medidas de financiamento que permitam pagar salários em atraso e o pagamento a fornecedores".
O PCP pede também ao Governo "o recrutamento de pessoal em falta com formação adequada, que seja anulada a decisão de retirar os enfermeiros dos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) e que, simultaneamente, reabram os serviços de urgência entretanto encerrados", completou.

