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Líder centrista diz que autoridade não pode prejudicar trabalhos sociais

Paulo Portas pede "bom senso" à ASAE nas exigências às instituições particulares

17.05.2008 - 18:55 Por Lusa

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Portas focou também a questão dos tempos livres que os pais devem poder escolher Portas focou também a questão dos tempos livres que os pais devem poder escolher (Carlos Lopes (arquivo))
O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, voltou a recomendar hoje "bom senso" à Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) em relação às exigências feitas às instituições particulares de solidariedade social (IPSS). "Volto sempre às mesmas duas palavras: bom senso", disse Paulo Portas, numa reacção ao facto de a ASAE exigir às cozinhas das IPSS "os mesmos requisitos que às de um restaurante", notícia que foi avançada pelo PÚBLICO.

"É com bom senso que se tratam as coisas", disse Paulo Portas, sobre a actuação daquele autoridade em relação a "quem trabalha a favor dos idosos, a favor de quem tem fome, a favor dos deficientes". "Que o Estado nas suas agências como a ASAE não prejudique o trabalho a favor dos outros", afirmou o líder nacional do CDS-PP, no final de uma visita ao Hospital da Guarda.

Paulo Portas considerou que, em relação às IPSS deve existir "com certeza, controlo de regras, mas bom senso". Também em relação às instituições particulares, o presidente do CDS-PP apelou ao Governo para que tenha "bom senso e evite uma crise" pelas decisões que afectam o funcionamento dos centros de actividades de tempos livres (ATL).

Em sua opinião "as famílias têm o direito de escolher os tempos livres dos seus filhos, não podem ser obrigadas a ir para a escola do Estado à força". "Que tenham bom senso, negoceiem com as instituições e cheguem a um acordo. É o meu apelo. Acho que estou a contribuir para evitar um conflito que é de todo, em todo, indesejável", frisou.

“IPSS chegam onde o Estado não chega

Paulo Portas recordou que o CDS-PP, na semana passada, apresentou um projecto "para evitar o conflito que está a ficar aberto entre o Governo e as IPSS". "Em Portugal são as IPSS, muitas delas ligadas à igreja, que chegam onde o Estado não chega", disse, salientando que "o país tem uma dívida enorme ao trabalho que as paróquias fazem, as IPSS, no apoio aos idosos, dando de comer a quem tem fome, no acolhimento das crianças".

"Assim como os socialistas não querem dar aos pais a liberdade de escolha da escola dos seus filhos, querem tirar aos pais a liberdade de escolherem a organização dos tempos livres para os seus filhos", denunciou. Apontou que "há mais de 100 mil crianças que estão nos tempos livres das IPSS e o Governo quer obrigar os pais a colocarem as suas crianças nos tempos livres da escola do Estado". "A isto chamamos a nacionalização das crianças ou estatização da família", afirmou.
No entender do dirigente do CDS-PP, a família "tem o direito de escolher onde é que quer, não apenas que os seus filhos sejam educados, como onde é que quer que os tempos livres das suas crianças sejam organizados".

Portas sublinhou, ainda, que "o Estado deve reconhecer o trabalho das IPSS" porque "não faz nenhum sentido a posição fechada que o Governo tem nesta matéria".

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Mãe de 3 crianças

sou uma jovem mãe de 3 crianças de 6, 9e 10 nos e doente com cancaro não trabalho há 2 anos só o ...

Maria julia cinha

06.09.2009 13:58

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