Advogado, 39 anos

Paulo Penedos: corajoso, voluntarista, ambicioso

30.10.2009 - 09:11 Por Graça Barbosa Ribeiro

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O facto de ser filho do socialista José Penedos até pode ter tido influência na forma apaixonada como Paulo se envolveu, desde cedo, na política. Mas se há coisa de que ninguém o pode acusar é de, no partido, e depois de um estágio na “jota”, ter aproveitado a sombra do pai para tentar construir uma preguiçosa ou pacífica carreira política.

Por alguma razão hoje, aos 39 anos, amigos e adversários são unânimes quando o classificam como corajoso, voluntarista e ambicioso. Ontem, contactado pelo PÚBLICO, o advogado Paulo Penedos insistiu na afirmação de que apenas foi constituído arguido por ser advogado de uma das empresas da única pessoa até agora detida pela PJ neste processo.

E acrescentou que, se vai “suspender o exercício dos cargos políticos” que detém – na Comissão Nacional do PS, na mesa da concelhia de Coimbra do partido e como deputado da Assembleia Municipal de Coimbra – “é porque sempre disse que quem está envolvido em processos desta natureza se deve abster da participação política até ao esclarecimento dos factos”.

Sobre a sua actividade profissional, relacionada ou não com o caso, nada quis adiantar. Foi o agora seu defensor, o advogado Ricardo Sá Fernandes, quem afirmou que ele “tem como centro da sua actividade profissional a PT, onde mantém o seu gabinete”. “Nada tem a ver com o meu escritório ou com a sociedade de que faço parte. Estagiou aqui e manteve este como sendo o seu domicílio profissional, apenas isso”, esclareceu o advogado que diz considerar Penedos “uma pessoa dinâmica, trabalhadora e séria”.

Se ontem muitos lhe destacavam as virtudes, os adversários políticos eram os mais generosos. Nada de novo, para Penedos, que já disse que “aqueles terão entendido melhor os seus gestos” do que os do seu próprio partido. Referia-se às duas loucas e solitárias corridas que lhe ilustram o currículo.

A primeira foi em 2001, contra Jaime Soares, o dinossauro autárquico de Vila Nova de Poiares que nenhum socialista jamais conseguira assustar, quanto mais vencer.

Meses depois, com 32 anos, resolveu “deitar uma pedrada no charco” em que se transformara o PS, órfão de Guterres e candidatou-se a secretário-geral do partido contra o veteraníssimo Ferro Rodrigues.

Ganhou duas estrondosas derrotas e, pelas duas vezes, ficou mal na fotografia partidária. O PS de Poiares não lhe perdoou a oposição construtiva como vereador, num mandato que levou até ao fim.

Já em Jaime Soares fez um amigo, que ontem lamentava ter contribuído para a imagem que ainda agora se cola a Penedos, supostamente dono de uma frota automóvel de luxo. “O rapaz é doido por carros e, na altura, apareceu-me aqui com um Ferrari que era alugado ou coisa do género… Mas campanha é campanha… A gente não havia de aproveitar?”

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Não têm vergonha?

Isto é artigo para um jornal minimamente sério? Podiam chamar-lhe "Elogio do ...

Anónimo

30.10.2009 09:22

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