• Queres trabalhar na UE? Há um site que reúne toda a oferta
  • Já fazemos baterias revestidas a cortiça
  • Uma noite no hostel mais limpo do mundo

Primeira visita oficial ao Hospital de Viana do Castelo

Paulo Macedo assume-se como ministro do Sistema de Saúde

26.07.2011 - 14:43 Por Alexandra Campos

  • Votar 
  •  | 
  •  2 votos 
 (Foto: Paulo Pimenta)
Na sua primeira visita oficial como ministro da Saúde, Paulo Macedo garantiu hoje que o Governo “vai preservar o Serviço Nacional de Saúde (SNS)” mas sublinhou que o “Estado não deve nem pode fazer tudo”, numa altura em que a dívida do sector ascende a “cerca de três mil milhões de euros”.

Assumindo-se sintomaticamente como “ministro do Sistema de Saúde e não apenas do SNS”, o governante quebrou o silêncio de um mês para, num discurso de seis páginas lido no auditório do Hospital de Viana do Castelo , afirmar que vai, “sem quaisquer preconceitos”, aproveitar o melhor das experiências do sector privado e social.

“O SNS vai continuar a ter um papel primordial”, mas os privados e as unidades do sector social “serão bem vindos”, reforçou depois, em resposta a perguntas dos jornalistas. O que não significa, notou, que tenha a intenção de entregar as unidades públicas à gestão privada. “Vamos avaliar em cada momento se há vantagens [em avançar para este modelo]”, disse.

Sobre as medidas previstas para os próximos meses, foi vago: adiantou apenas que os estudos para a revisão das isenções de taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde estão a ser ultimados e garantiu que o princípio que norteia estes pagamentos se vai manter, continuando a representar “um impacto financeiro mínimo”.

Anunciou ainda que “nos próximos meses” o Ministério da Saúde vai ser submetido a “uma dieta”, uma reestruturação que passará pela sua agilização e desburocratização e adiantou que, até ao final deste ano, será apresentada uma nova Carta Hospitalar, com a redefinição da rede de unidades públicas.

Assegurando que o que o move não é “uma execução cega” dos números, Paulo Macedo deixou no seu discurso vários avisos à navegação: convidou todos a acompanharem este percurso “exigente e difícil”, mas sublinhou que não ficará “à espera de quem se atrase” e avisou que será indiferente ao “ruído”sobre as reformas que “inexoravelmente” vai concretizar.

Estatísticas

  • 4638 leitores
  • 7 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1504782

Comentário + votado

Rigor nos gastos com Saúde

Sr. Ministro tem muito onde cortar - Nos Blocos Operatorios estão a consumir à grande e a francesa ...

Anónimo

29.07.2011 18:32

X

Mais em Sociedade (9 de 19 artigos)

A ideia é desburocratizar maximizando a capacidade existente Governo quer mais 20 mil vagas em creches