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Líder pede que se avance para fazer valer a pena sacrifícios

Passos quer que Governo apresente plano de reestruturação do sector público empresarial

30.01.2011 - 16:04 Por Maria José Santana

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Passos Coelho que o Governo identifique as empresas públicas cujo serviço público prestado não tem oferta privada Passos Coelho que o Governo identifique as empresas públicas cujo serviço público prestado não tem oferta privada (Foto: Enric Vives-Rubio)
O presidente do PSD quer que o Governo apresente um programa de reestruturação de todo o sector público empresarial, identificando quais são "as empresas que dão prejuízos crónicos " e que devem fechar.

Passos Coelho quer ainda que o executivo assuma como e quando irá retomar o processo de privatização de empresas públicas, que anunciou no Plano de Estabilidade e Crescimento. Atendendo à situação do país, o líder dos sociais-democratas garante que ou se avança com "reformas importantes" ou então os sacrifícios que estão a ser feitos "ajudam a melhorar um pouco as perspectivas" mas não alteram o cenário dos próximos anos.

Perante uma plateia de jovens sociais-democratas, que participaram num encontro de formação de futuros quadros autárquicos promovido pela JSD distrital de Aveiro, Pedro Passos Coelho referiu que o país não precisa de "um Estado com tantas empresas públicas que concorrem com os privados na captação de fundos disponíveis". "Quando o Estado pesa muito na economia, os bancos preferem emprestar ao Estado do que aos privados", especificou, no almoço da JSD realizado em Ílhavo.

Além de pretender que o Governo especifique quais são "as empresas que dão prejuízos crónicos, e que até têm alternativas no sector privado, que pretende encerrar", Passos Coelho quer que o executivo identifique também o "serviço público" prestado pelas empresas em relação às quais não há alternativa no sector privado. O líder do PSD aludiu ao caso concreto das "empresas de transportes públicos urbanos de Lisboa e Porto", que beneficiam do subsídio do Estado na venda de passes sociais, permitindo que qualquer utente, independentemente dos seus rendimentos, beneficie desse preço financiado, para defender: "Isto tem de acabar."

Estas reformas, segundo justificou o líder social-democrata, são fundamentais para determinar se, neste novo ano, o país irá estar "apenas a resistir à crise" ou a "aproveitar para semear condições de mudança". Para Passos Coelho, o problema do crescimento "medíocre" da economia portuguesa dos últimos 10 anos prende-se com o facto de "o motor da economia ao longo destes anos ter sido o consumo e o Estado". "Isso significa que não se estão a criar raízes para o investimento no médio e longo prazo", vincou.

Perante os jovens sociais-democratas que o escutavam argumentou ainda que, "antes de falar em próximas eleições e futuros governos, é preciso que se fale daquilo que há a fazer para que Portugal seja, nos próximos anos, muito diferente daquilo que tem sido nos últimos 10 ou 15 anos".

Notícia substituída a 31-01-2011, às 08h41

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Populismo oportunista!

Podemos começar pela Assembleia da República e reduzir o número de deputados, pelas ...

Pedro Nunes

30.01.2011 16:43