Passos Coelho considera "intolerável" quantificar metas para os inspectores da ASAE

10.05.2008 - 20:38 Por Lusa
O candidato a líder do PSD Pedro Passos Coelho considerou hoje, em Vila Real, "intoleráveis" as alegadas metas quantificadas para os inspectores da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE).
Pedro Passos Coelho, que falava à margem de um almoço com simpatizantes e militantes do PSD de Vila Real, criticou a "orientação de desconfiança sobre as empresas e os cidadãos" que diz estar a ser promovida pelo actual Governo do PS.
O semanário Expresso divulgou hoje de um documento com alegados objectivos quantificados para os inspectores.
"Apesar do inspector-geral, António Nunes, ter tentado negar a fixação de objectivos, afinal a ASAE não existe para fomentar uma parceria com a sociedade mas para se remeter ao espectáculo de pré-anunciar o nível de incumprimento ou de ilegalidade que possa vir a aparecer", afirmou.
Uma situação que Pedro Passos Coelho classificou de "intolerável".
Para o candidato a líder do PSD, este "é um exemplo claro de como o Estado é utilizado com mais espectáculo do que aquele que deveria existir, menos para promover as parcerias com a sociedade mas mais para desconfiar dela e para penalizar a própria sociedade".
Na sua opinião, é também um "bom elemento de diferenciação entre o PSD e o PS".
Pedro Passos Coelho diz que os crimes económicos não podem ser olhados "com benevolência", que devem ser combatidos, mas salienta que não se "deve é fazer um espectáculo de cada caso de incumprimento".
Para que, cada vez mais, um maior número de empresas possa vir a cumprir os regulamentos e os requisitos legais, o candidato defende uma maior "pedagogia".
Pedro Passos Coelho regressou hoje a Vila Real, cidade onde começou a sua participação política no PSD e onde foi recebido por cerca de três centenas de apoiantes.
Se o candidato for eleito presidente do PSD, as próximas eleições legislativas poderão vir a ser disputadas por dois transmontanos, designadamente Passos Coelho e José Sócrates, com raízes familiares em Vilar de Maçada, concelho de Alijó.
O candidato à liderança do PSD diz mesmo que chegou a sua hora.
"Acredito que estou em condições de poder apresentar uma alternativa aos portugueses. Uma alternativa que confie mais nas pessoas e que aposta mais nas pessoas", frisou.
Segundo Passos Coelho, se há razão para que as sondagens ainda apontem hoje o PS e o engenheiro José Sócrates, como o partido do Governo futuro de Portugal, é porque o PSD ainda não conseguiu apresentar essa alternativa.
Por isso defende que o PSD tem que "aparecer de cara lavada, com gente diferente, que possa confrontar o engenheiro José Sócrates não com os resultados dos Governos PSD no passado mas com o que está a ser o resultado da governação do PS hoje".
Passos Coelho, que é presidente da Assembleia Municipal de Vila Real, escolheu para mandatário distrital o presidente da câmara local, Manuel Martins, que cumpre o quarto mandato à frente da autarquia, e para mandatário para a Juventude, Tiago Sá Carneiro, sobrinho neto de Francisco Sá Carneiro.
Conta ainda com o apoio da comissão política concelhia da Juventude Social-Democrata, cujo presidente Nataniel Araújo tomou hoje posse, e dos presidentes das câmaras de Valpaços, Mesão Frio e Mondim de Basto.

