O Parlamento Europeu propôs hoje a criação de espaços verdes per capita na construção de novos edifícios, tendo em vista um aumento das zonas verdes na Europa.
A proposta consta de um relatório sobre a estratégia para o ambiente urbano, hoje aprovado em Estrasburgo por 448 votos a favor, 49 contra e 110 abstenções.
O Parlamento Europeu quer que todas as cidades com mais de 100 mil habitantes tenham um Plano de Gestão Urbana Sustentável e um Plano de Transportes Urbanos Sustentáveis, para melhorar o ambiente urbano nas cidades.
O planeamento urbano deve incluir uma maior oferta de espaços verdes e as novas urbanizações devem ter amplos espaços naturais, a fim de facilitar o convívio dos cidadãos com a natureza.
O Parlamento convida assim a Comissão Europeia a propor um objectivo para espaços verdes per capita em novas zonas de desenvolvimento urbano, o qual deve ser incluído naqueles planos de gestão.
Quanto aos Estados-membros, o Parlamento quer que confiram prioridade a "projectos que limitem a construção em espaços não urbanizados e promovam a construção em terrenos industriais abandonados".
A proposta hoje aprovada salienta ainda a necessidade de prestar mais tenção à prevenção e à eliminação da sujidade, lixo, "graffiti", excrementos de animais e ruído excessivo de aparelhagens musicais instaladas em casas ou veículos.
Os eurodeputados defenderam também a promoção de modos de transporte não motorizados, como a bicicleta, propondo que as cidades com maior poluição do ar estabeleçam zonas de baixas emissões.
Num outro relatório também hoje aprovado, o Parlamento Europeu apela à adopção de uma estratégia com objectivos de redução mais ambiciosos relativamente a certos compostos orgânicos voláteis (COV), às partículas PM2,5 e ao óxido de azoto, numa perspectiva de luta contra a poluição atmosférica.
O objectivo é que a redução seja diferenciada nos Estados-membros atendendo aos níveis de concentração que já se registam hoje.
Na Europa, perdem-se 3,6 milhões de anos de vida em resultado da poluição atmosférica, sendo que 360 mil pessoas morrem dez anos antes do que morreriam sem este factor.


