Relatório final vai inventariar problemas e propor soluções

Parlamento Europeu cria grupos de trabalho para analisar desastres naturais

25.10.2005 - 15:57 Por Lusa

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A iniciativa de Estrasburgo surge depois da seca, incêndios e cheias que atingiram vários países europeus durante o passado Verão A iniciativa de Estrasburgo surge depois da seca, incêndios e cheias que atingiram vários países europeus durante o passado Verão (Nuno Veiga/Lusa)
O Parlamento Europeu decidiu criar três grupos de trabalho para a elaboração de um relatório sobre os desastres naturais que atingiram a Europa nos últimos meses, como a seca e os incêndios. O eurodeputado português Capoulas Santos foi designado relator na comissão de Agricultura.

A criação dos grupos de trabalho surge na sequência de uma resolução adoptada pelo Parlamento no passado mês de Setembro – depois de um Verão marcado por vários desastres naturais na União Europeia –, que apontava para a elaboração de um relatório de iniciativa.

O deputado socialista e antigo ministro da Agricultura Capoulas Santos adiantou que, no seguimento de iniciativas de deputados portugueses e de outros Estados membros, "foi decidido, de forma até inédita, constituir três grupos de trabalho” nas comissões parlamentares de agricultura, ambiente e desenvolvimento regional “que vão trabalhar de forma articulada na elaboração do relatório”.

Segundo o eurodeputado, o documento final visa "inventariar os problemas e propor soluções concretas para questões como a seca, inundações e incêndios, que nos últimos tempos afectaram seriamente alguns Estados-membros", e deverá ser votado até final de Janeiro de 2006.

Para tal, o Parlamento vai enviar delegações aos seis Estados-membros mais afectados pelos desastres naturais: Portugal, a Espanha, a França, a Áustria, a Alemanha e a Itália.

Capoulas Santos adiantou que se vai “bater” para que o relatório adopte "três ideias-chave, a primeira das quais é a “imediata adequação do Fundo de Calamidade, de forma ajustá-lo a determinado tipo de calamidades que actualmente não são cobertas, casos da seca e dos incêndios”.

O deputado português vai defender igualmente "a criação de um corpo de protecção civil europeu, pronto a actuar de emergência em situações de excepção" e a "possibilidade de co-financiamento [comunitário] para a aquisição de equipamentos de prevenção e combate a incêndios e, muito particularmente, os meios aéreos" – questão que considerou "muito importante para Portugal".

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