Numa altura em que os Estados Unidos estão a combater a obesidade, os paramédicos estão a melhorar as formas de transportar pacientes pesados, sendo complicado transportar os doentes com mais de 160 quilos.
A memória ainda embaraça Ken Keller, um doente com mais de 454 quilos que precisou de ser transportado de ambulância mas que não cabia dentro do veículo. Como a maca não era forte o suficiente para o transportar, os paramédicos sugeriram o uso de uma empilhadora para o levantar da cama e levá-lo para o hospital. Keller aceitou: não tinha outra opção.
O tratamento destes pacientes é dispendioso, requer equipamento caro e mais pessoal médico. Por isso, algumas empresas de ambulâncias começaram a cobrar mais taxas para o deslocamento de doentes mais pesados.
No entanto, a adaptação de ambulâncias é apenas o último esforço para acomodar os pacientes com peso a mais, uma vez que alguns hospitais já têm material especificamente concebido para receber estes doentes (camas, cadeiras de rodas e andarilhos). As empresas de ambulâncias argumentam que está na hora de as seguradoras (Medicaid e Medicare) ou os próprios pacientes começarem a pagar os custos extra, uma vez que estas despesas estão a diminuir as suas margens de lucro.
Anteriormente, estas empresas absorviam as despesas associadas ao tratamento de obesos mas agora estão a acrescentar taxas à semelhança do que se verifica no caso de pacientes multi-medicados ou que estejam sob tratamento intensivo. “Para que estes sistemas possam sobreviver e continuar activos, tem de haver uma maneira de cobrir esses custos”, afirmou Jim Buell, director da Associação Norte-Americana de Ambulâncias.
Transportar pessoas muito pesadas custa cerca de duas vezes e meia mais do que pessoas com um peso considerado normal. É preciso mais tempo para os movimentar e requer três a quatro vezes mais paramédicos, que, na maioria dos casos, precisam de recorrer a equipamento específico.
Ken Keller, que é gerente de operações da unidade de Resposta Médica em Topeka, Kanksas, organizou uma petição, que foi bem-sucedida, no Verão, para aumentar as taxas das despesas com ambulâncias dos 629 dólares (419 euros) para os 1.172 dólares (782 euros) para pacientes que pesem 227 quilos ou mais.


