Papa refere no final da canonização a "compaixão e o despojamento" do Santo Condestável

26.04.2009 - 13:40 Por António Marujo, em Roma
No final da missa de canonização desta manhã, o Papa Bento XVI referiu-se ao "sentido de compaixão e despojamento de quem deu os seus bens aos mais desfavorecidos", falando do Santo Condestável.
Ao contrário do que sucedera durante a homilia, em que destacara apenas a dimensão do militar que realizara "os princípios da vida cristã", Bento XVI falou, na alocução final do Regina Coeli, da "nobre lição de renúncia e partilha" dada por Frei Nuno de Santa Maria.
Sem essas características, referiu o Papa, "será impossível chegar àquela igualdade fraterna característica de uma sociedade moderna, que reconhece e trata a todos como membros da mesma e única família humana".
Na mesma alocução final, que é feita ao meio-dia nos domingos depois da Páscoa, Bento XVI saudou expressamente a delegação oficial portuguesa, os bispos que foram a Roma para a canonização e os membros da Ordem Carmelita, a que também pertenceu o oitavo santo português.
A delegação oficial do Estado português à cerimónia foi chefiada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado. No final da celebração, o ministro salientou, citado pela agência Lusa, que Nuno Álvares Pereira é um "santo do povo". "Antes de ser um santo reconhecido pela Igreja foi um santo do povo, um homem simples, um homem humilde, um grande chefe militar da história portuguesa e uma figura incontornável da nossa história", afirmou. O ministro acrescentou que esta homenagem da Igreja é o "reconhecimento de uma grande personalidade que muito simbolicamente nós também veneramos", pelo que a cerimónia terá uma "grande simbologia para a história portuguesa".

