O panorama geral dos serviços de ortopedia públicos, privados e do sector social que fazem cirurgias de próteses de anca e joelho e se submeteram a avaliação pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS) é "francamente bom", uma vez que só "dois ou três" não enviaram dados e são "poucos" também os que não apresentam níveis de qualidade aceitáveis, adianta Eurico Castro Alves, vogal da direcção com este pelouro na ERS.
Hoje vai ser conhecida a classificação de mais de seis dezenas de serviços que realizam artoplastias totais da anca e do joelho, naquele que é o primeiro passo para a divulgação, a nível nacional, do Sistema Nacional de Avaliação dos Serviços de Saúde (Sinas). Uma ferramenta útil para as unidades que estarão assim motivadas para melhorar o seu desempenho e para os doentes que podem consultar no site da ERS as classificações, acredita Eurico Alves.
O sistema - que apresenta os primeiros resultados cinco anos depois de ter sido idealizado - está a ser concretizado de uma forma faseada e encontram-se neste momento em fase de teste indicadores nas áreas de ginecologia, obstetrícia e pediatria. Para o ano avançam a cirurgia de ambulatório, a neurologia e a cardiologia. Mas o objectivo da ERS é a avaliação global de cada instituição, que passará pela análise de outras componentes, como a da segurança do doente, as instalações, o conforto e a satisfação dos utentes. A ERS decidiu começar pela área da ortopedia e por duas das patologias mais prevalentes em Portugal e ir avançando, porque aplicar todos os indicadores em tantos hospitais era demasido complexo. A classificação é feita através de um sistema de rating, com três níveis: acima do esperado, na média e abaixo da média; os que tiverem má avaliação serão sinalizados através de "um triângulo de perigo", explicou Eurico Alves.
Ontem, a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) anunciou a recolha voluntária de um dispositivo de implante da anca do fabricante Depuy Orthopaedics (sistema de reconstrução da superfície da anca ASR e Sistema acetabular ASR XL) por apresentarem uma "necessidade de revisão superior à esperada". Os doentes com o implante devem marcar uma consulta com o seu médico ou cirurgião, para avaliação.


