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Pânico em Bagdad: número de mortes pode ascender a mil

31.08.2005 - 15:00 Por AFP, Reuters

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Várias pessoas lançaram-se ao rio Tigre receando um ataque terrorista Várias pessoas lançaram-se ao rio Tigre receando um ataque terrorista (Ali Haider/EPA)
O Governo do Iraque estima que tenham morrido até mil pessoas na sequência do pânico gerado entre peregrinos xiitas, esta manhã, em Bagdad, depois de alguém ter afirmado que se encontrava um bombista suicida entre a multidão. Em reacção à tragédia, o ministro da Saúde iraquiano pediu a demissão dos seus colegas do Interior e da Defesa.

"Responsabilizo os meus colegas do Interior e da Defesa pelo que se passou hoje", afirmou Abdel Muttaleb Mohammed Ali, próximo do movimento do líder radical xiita Moqtada Sadr, em conferência de imprensa. "Exijo como consequência que os meus dois colegas assumam a inteira responsabilidade pelo que se passou e se demitam", continuou o responsável pela pasta da Saúde.

Mohammed Ali considerou que poderia ter sido criado um cordão de segurança de 30 quilómetros em torno do lugar santo, sustentando que as forças dos dois ministérios eram suficientes para esta operação.

O ministro do Interior, Bayane Baqer Sulagh, reagiu à acusação do seu colega e garantiu que as suas forças não eram responsáveis pelo sector onde ocorreu a tragédia, que estava confiado, segundo o responsável, ao Ministério da Defesa, presidido pelo sunita Saadun al-Dulaimi.

Ainda de acordo com Bayane Baqer Sulagh, o pânico foi provocado por um "terrorista" que fez crer que existia uma bombista suicida entre a multidão, uma informação que Mohammed Ali também já tinha avançado.

Segundo fontes policiais, citadas pela agência Reuters, depois de alguém ter gritado que havia um bombista suicida entre a multidão, "centenas de pessoas começaram a correr e algumas atiraram-se para o rio" Tigre. "Muitos idosos morreram de imediato espezinhados, ainda há muitos corpos no rio e os barcos estão a resgatá-los".

O ministro da Saúde confirmou igualmente que houve vários casos de envenenamento entre os peregrinos. "Queremos deixar um aviso por causa do consumo de produtos alimentares oferecidos por desconhecidos", disse.

Segundo fontes hospitalares, pelo menos 20 peregrinos morreram depois de terem consumido alimentos envenenados. O porta-voz da protecção civil disse à AFP que os serviços que dirige estão disponibilizar água potável aos peregrinos xiitas que continuam a participar em cerimónias que marcam a morte do seu sétimo imã, Mussa al-Kazim.

O primeiro-ministro, Ibrahim Jaafari, já decretou três dias de luto nacional por causa desta tragédia.

Pouco tempo antes, um ataque com morteiros e "rockets" matou pelo menos sete pessoas e feriu pelo menos 40 perto do túmulo do imã Musa al-Kadim, também no distrito de Kazamiyah.

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A religião e a morte

Acho cada vez mais estranho que o médio oriente, zona em que a religião se evidencia de uma forma ...

Anónimo

31.08.2005 17:55

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