O homem que hoje foi baleado mortalmente em Pampilhosa da Serra por uma patrulha da GNR tentou atropelar dois guardas, explicou a corporação. Um dos elementos da Guarda Nacional Republicana sofreu ferimentos.
O tenente-coronel Costa Cabral, das relações públicas do Comando Geral da GNR, adiantou à Lusa que "o indivíduo, ao ser interceptado de madrugada pelos guardas a roubar gasóleo de máquinas, fugiu para dentro da sua viatura e, em seguida, pôs-se em andamento".
"Um dos guardas colocou-se em frente da viatura para impedir a fuga e foi quase atingido, tendo um segundo guarda feito o mesmo e acabou ferido", afirmou o mesmo responsável da GNR.
"Foi então que a patrulha fez alguns disparos para tentar imobilizar o veículo, mas uma das balas atingiu alegadamente o condutor, que acabou por falecer", disse o tenente-coronel Costa Cabral.
O homem já tinha recipientes com gasóleo furtado dentro da sua viatura quando foi interceptado e no banco ao lado do condutor os militares da GNR encontraram uma arma caçadeira municiada, referiu a fonte.
Tanto o condutor ferido como o guarda atingido pela tentativa de atropelamento foram assistidos e transportados para o Centro de Saúde de Pampilhosa da Serra.
O primeiro acabou por morrer e o segundo foi transferido para os Hospitais da Universidade de Coimbra, onde está internado.
"O indivíduo que morreu já tinha cadastro, provavelmente relacionado com furtos", afirmou ainda o tenente-coronel Costa Cabral.
Na zona de Pampilhosa da Serra têm ocorrido com alguma regularidade furtos de gasóleo de máquinas durante a noite e foi na sequência de uma vigilância montada pela GNR que o homem foi apanhado em flagrante a furtar combustível.
O Ministério Público e a Inspecção-Geral da Administração Interna foram já informados do incidente, ocorrido no lugar de Brejo de Cima. Além disso, foi levantado um auto para apresentar ao tribunal. O Comando Geral da GNR também desencadeou um processo de averiguações.


