Países em desenvolvimento queixam-se de pressões em Bali

14.12.2007 - 13:14 Por Ricardo Garcia, em Bali, em Bali
Os países em desenvolvimento dizem que estão a ser pressionados, na conferência climática da ONU em Bali, Indonésia, a aceitarem limites de emissões de gases com efeito de estufa.
“Foi-nos dito que nos poderíamos juntar ao barco [dos países com metas de redução de emissões] de uma forma positiva, mas que se não houver um acordo aqui, outras formas poderiam ser usadas”, disse Munir Akram, representante permanente do Paquistão na ONU e porta-voz do grupo G77 mais China, que negoceia em conjunto nas conferências climáticas.
Questionado sobre que tipo de pressões foram feitas, Akram disse: “Ouvi o termo ‘sanções comerciais’ ser mencionado.”
A introdução de compromissos sobre as emissões de gases com efeito de estufa para os países em desenvolvimento é um dos pontos que está a bloquear a conclusão de um acordo em Bali. Munir Akran considerou que limitar as emissões seria “essencialmente injusto”. Akran chegou a dizer que seria uma tentativa de desacelerar a economia e a competitividade de detereminados países.
O G77 está-se a opor à ideia de um novo tratado climático, dizendo que o que é necessário é pôr integralmente em prática a Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas.
Apesar das posições do G77, Yvo de Boer, secretário-executivo da Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas disse, às 22h00 (14h00 em Lisboa), que as negociações estavam "à beira de um acordo, e não bloqueadas".


