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Pároco suspeito de crimes relacionados com armas

Padre chegou ao Tribunal de Boticas para ser interrogado por juiz

26.10.2009 - 15:34 Por Lusa

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O padre de Covas do Barroso, de 74 anos, que foi detido este fim-de-semana por suspeita de posse ilegal e tráfico de armas já está no Tribunal de Boticas para ser ouvido em primeiro interrogatório judicial.

O pároco, que chegou ao tribunal pelas 14h00 rodeado de quatro elementos da GNR, entrou calmo e sorridente nas instalações, onde cerca de quatro dezenas de populares se concentraram.

O padre de Covas do Barroso tinha acabado de celebrar a missa das 07h00 de domingo quando, em plena sacristia, foi surpreendido por militares da GNR, que o detiveram por suspeita de posse ilegal de armas de fogo, após uma investigação que decorria há meses.

Logo após a missa, e quando os fiéis estavam a sair da igreja, os militares entraram na sacristia, onde o sacerdote mudava de roupa.

“A detenção foi feita de forma a que se causasse o mínimo de impacto social. Aguardámos que o senhor padre terminasse a missa dominical e a seguir tivemos de proceder à identificação e detenção”, disse o comandante do destacamento de Chaves, capitão Filipe Soares, após a detenção.

Além do padre, foram ainda detidas três outras pessoas, com idades entre os 50 e os 54 anos.

No decorrer das quatro buscas domiciliárias em Covas do Barroso, os militares apreenderam 16 armas ilegais, entre pistolas, revólveres e caçadeiras, milhares de munições, engenhos pirotécnicos e pólvora seca.

Entre os detidos figura o pároco que, segundo o capitão Filipe Soares, não ofereceu resistência. “O sacerdote foi bastante colaborante. Inicialmente alegou que teria apenas uma arma e que estaria legal. Conforme foram surgindo as armas foi dizendo que teriam sido deixadas por herança ou que desconhecia a sua proveniência”, acrescentou.

O sacerdote está também envolvido no processo da Casa do Santo, que está a ser julgado no Tribunal de Boticas. A Casa do Santo serve de suporte à realização da tradicional festa de São Sebastião em Couto de Dornelas e a sua propriedade é reivindicada pela paróquia e pela junta de freguesia.

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voltamos aos tempos da santa inquisição. temos o clero a reunir armamento para combater aqueles que ...

Anónimo

26.10.2009 16:37

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