Centenas de pessoas desfilaram esta tarde pela Avenida da Liberdade, em Lisboa, no âmbito da marcha do orgulho lésbico, gay, bissexual e transgénero (LGBT). Durante a manifestação, foi exigida a autorização do casamento civil entre homossexuais e condenada a homofobia.
“Direitos iguais para todos, nem mais nem menos”, “Como em Espanha, exigimos o amor livre e igualitário”. Estas foram algumas das frases escolhidas para os cartazes empunhados pelos manifestantes, que acompanhados por bandeiras multicolores apelaram ao respeito pela Constituição, que interdita toda a discriminação fundada sobre a orientação sexual.
Segundo Paulo Corte-Real, da associação ILGA Portugal, o não reconhecimento do casamento civil entre homossexuais “viola a Constituição”, sendo exigidos “os mesmo direitos e deveres” que os casais heterossexuais. O casamento entre pessoas do mesmo sexo com direito, sem restrições, à adopção deverá ser adoptado esta quinta-feira pelo Parlamento espanhol.
No desfile de hoje foram ainda contestados os actos homofóbicos em Portugal, tendo como exemplo um caso em Viseu, onde um grupo de jovens é acusado de atacar homossexuais nos locais onde estes habitualmente se reúnem.
Para Paulo Corte-Real, desde que foram denunciados estes incidentes “houve uma tomada de consciência na sociedade da gravidade do problema da homofobia”. “É um problema social e não o de uma minoria, como todas as outras formas de exclusão”, continuou.
Antes do desfile desta tarde foi lido um manifesto a exigir ao Governo “medidas concretas de luta contra os preconceitos homofóbicos e o fim das discriminações legais”. “Enquanto o casamento civil não for autorizado aos casais do mesmo sexo, o Estado reforça e glorifica a homofobia”, sustenta o documento.
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