Human Rights Watch

Organização alerta que epidemia de cólera no Zimbabwe pode chegar à África do Sul

05.12.2008 - 10:34 Por Agências

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Ontem, o Governo colocou o país em situação de emergência nacional Ontem, o Governo colocou o país em situação de emergência nacional (Philimon Bulawayo/Reuters)
A epidemia de cólera que já matou 560 pessoas no Zimbabwe vai, provavelmente, chegar à África do Sul se as condições de vida dos refugiados que atravessam a fronteira para fugir da doença não forem melhoradas, alertou ontem a organização Human Rights Watch (HRW).

Todos os dias passam a fronteira cerca de 500 pessoas. Destas, entre 200 a 400 são detidas e levadas de volta para o Zimbabwe.

Na África do Sul já foram registados 455 casos de cólera; sete pessoas morreram.

“A falta de acesso dos refugiados a instalações sanitárias e a água potável” contribui para uma propagação da doença para lá da fronteira Sul do Zimbabwe, indicou a organização em comunicado.

“As condições de vida de quem pede asilo na cidade fronteiriça de Messina” aumentam o risco de que a cólera se estenda à África do Sul, explica Rebecca Shaeffer, da HRW.

De acordo com Shaeffer, “muitas pessoas que pedem asilo são sem-abrigo em Messina”, na África do Sul.

A epidemia de cólera não pára de se propagar desde Agosto no Zimbabwe e já estão registados 12.500 casos, segundo a ONU. A organização humanitária britânica Oxfam estimou ontem que 300 mil pessoas estejam ameaçadas pela epidemia. "Mais de 300 mil pessoas já gravemente enfraquecidas pela falta de alimentos estão em perigo", salientou em comunicado.

Segundo a Oxfam, esta situação arrisca-se a piorar se os doadores internacionais não se mobilizarem imediatamente. Cinco milhões de pessoas terão necessidade de ajuda alimentar de emergência até Janeiro.

Ontem, o Governo colocou o país em situação de “emergência nacional” e pediu um reforço da ajuda da comunidade internacional. Mas as organizações não-governamentais consideram que esta declaração de emergência chega muito tarde.

Os Estados Unidos anunciaram já uma ajuda suplementar de 600 mil dólares (472 mil euros) para combater a epidemia de cólera, que se vem juntar aos quatro milhões de dólares (3,1 milhões de euros) já destinados a um programa para melhorar a qualidade da água e das condições de saneamento básico no Zimbabwe.

Washington aproveitou para renovar o seu apelo ao Governo do Presidente Robert Mugabe para resolver a crise política. "Estamos verdadeiramente preocupados com a situação sanitária no Zimbabwe, assim como com a situação económica e política", declarou um porta-voz do Departamento de Estado, Robert Wood. "Cabe ao regime de Mugabe, antes de tudo e de todos, trabalhar com a oposição para encontrar um acordo político (...) que permita à comunidade internacional disponibilizar a ajuda necessária", insistiu.

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...

Chamar democrata ao Mugabe só em Almada mesmo.

Anónimo

05.12.2008 16:33

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António Braga sublinhou as dificuldades quando as informações sobre o número de pessoas que está em cada país não é claro Governo cria site para viajantes portugueses se registarem