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Saúde

Ordem dos Médicos alerta para riscos de novo site que dá uma segunda opinião aos doentes

21.08.2010 - 08:57 Por Romana Borja-Santos

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Portal Segunda Opinião Médica nasce hoje e conta com mais de 150 especialistas. Mas a Ordem coloca em causa a legalidade do que diz ser um negócio.

A partir de hoje um grupo de mais de 150 médicos vai estar disponível para dar uma segunda opinião médica através da Internet, em apenas 72 horas. O portal segundaopiniaomedica.pt, pioneiro no país, não é, contudo visto com bons olhos pela Ordem dos Médicos. O bastonário, Pedro Nunes, disse ao PÚBLICO que não foi informado na existência do site e deixou claro "que isto não é medicina, nem pode ser visto como um acto médico".

O portal permite que o utilizador, mediante o pagamento de 60 euros, enderece perguntas a um dos médicos disponíveis dentro de 78 especialidades. Poderá ainda digitalizar os exames médicos que tenha na sua posse ou enviá-los por correio para que o clínico complete a sua análise.

Para Pedro Nunes "este tipo de negócio não é reconhecido pela Ordem dos Médicos pois não pode haver uma opinião médica sem uma observação do doente, nem que seja através de um interface como são as videoconferências". O bastonário lamenta "que esta má prática" tenha agora chegado a Portugal e alerta para o problema da "responsabilidade criminal quando algum doente abandonar um tratamento". Pedro Nunes deu como exemplo o caso da Oncologia "onde as decisões são tomadas em consultas de grupo" pelo que não se coadunam com uma "opinião virtual individual". Fonte do Ministério da Saúde confirmou ao PÚBLICO que também não sabia do projecto, assim como a Inspecção-Geral das Actividades em Saúde que, por sua vez, tenciona contactar a Ordem após o lançamento oficial do site.

David Goldrajch, administrador do portal, assegurou ao PÚBLICO que informou a Ordem e que até pediu autorização para fazer o lançamento do projecto nas suas instalações, não tendo obtido resposta. O responsável explica que "o Segunda Opinião Médica não é uma consulta e será apenas uma opinião sem prescrição de tratamentos". Goldrajch lembra ainda que "fora dos grandes pólos urbanos o acesso a um especialista de renome é muito mais difícil" e afirma que com este portal vai haver mais "igualdade", sendo "naturalmente garantida a confidencialidade".

Num comunicado sobre o lançamento do portal, o administrador sublinha que "a presente solução de telemedicina permite aos cidadãos complementar a informação sobre o seu estado de saúde e decidir mais esclarecidamente sobre os tratamentos a seguir e eliminar a dúvida". E dá como exemplo "um doente que quer confirmar um determinado diagnóstico, ou ter a certeza se deve ou não ser sujeito a uma cirurgia".

Médicos aderentes - "O portal não substitui as consultas"

Apesar de o bastonário não conhecer o projecto, um dos pioneiros a aderir foi o presidente do conselho regional de Imunoalergologia da Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos. José Pedro Moreira da Silva destacou que "o portal não substitui as consultas" e lembrou será emitida "uma opinião baseada naquilo a que têm acesso", podendo não formular nenhuma posição. Já Manuel Carrageta, presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia, que está entre os 150 nomes, explicou que vai "imperar o bom senso", mas lamentou que não se tenha esperado por uma posição da Ordem.

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Até quando?

É para isto que o Estado reduz as vagas de entrada? Façam como em Espanha. Acabem de vez ...

Anónimo

22.08.2010 09:15

X

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