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Governo disponível a alterações

Oposição critica proposta de lei sobre cibercrimes

09.07.2009 - 19:14 Por Lusa, PÚBLICO

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Penas para cibercrimes podem ir até aos dez anos de prisão Penas para cibercrimes podem ir até aos dez anos de prisão (Rui Gaudêncio)
Os partidos da oposição consideraram excessivas e desajustadas algumas das penas previstas na nova legislação sobre crimes informáticos proposta pelo Governo e discutida hoje no Parlamento. A proposta de lei reforça as sanções contra ataques informáticos – como a violação de sistemas e a propagação de vírus. As penas chegam a dez anos de prisão para ataques a sistemas da administração pública que asseguram funções sociais.

O deputado comunista António Filipe afirmou que as penas de até dez anos são "medidas penais desproporcionadas" para as infracções em causa. "Temos de ponderar se não estamos a exagerar, especialmente em face de como o sistema penal trata outros crimes", argumentou, citado pela agência Lusa.

Helena Pinto, do Bloco de Esquerda, chamou a atenção para o facto de a proposta criminalizar "a produção de software" susceptível de ser usado para fins ilícitos, o que no seu entender equivale a dizer que "fica proibido e criminalizado que um cidadão possa criar software livre, que até pode ser usado para investigação sobre segurança".

O democrata-cristão Nuno Magalhães apontou também a desproporcionalidade das penas propostas e aproveitou para evidenciar que a proposta de lei consagra mais alterações ao Código Penal, exortando o Governo a assumir que este documento é "mau" e a revogá-lo de vez.

Pelo PSD, Fernando Negrão questionou por que razão o Governo não contemplou na proposta a possibilidade de as autoridades policiais introduzirem "cavalos de Tróia" informáticos nos sistemas em investigação, mas não obteve resposta directa do secretário de Estado da Justiça, João Tiago Silveira.

O governante mostrou-se no entanto disponível para, em sede de especialidade, alterar a proposta para que seja "o mais consensual possível".

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As escutas telefónicas, se forem devidamente justificadas e controladas, parece-me o único meio de ...

Manuel Freitas

10.07.2009 19:25

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