Operação Furacão: Investigação à sociedade Estoril Sol visa os três casinos do grupo

08.07.2008 - 16:54
Os casinos de Lisboa, Estoril e Póvoa de Varzim, do grupo Estoril-Sol, estão todos a ser alvo de buscas no âmbito da "Operação Furacão" que investiga fraude fiscal e branqueamento de capitais, disse à Lusa fonte da empresa.
A mesma fonte indicou que as buscas conjuntas realizadas nos três casinos têm como objectivo analisar documentação financeira e contabilística, estando a ser efectuadas por inspectores tributários, elementos do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) e membros da brigada fiscal da GNR.
Mas a acção poderá também servir para apreender registos sobre prémios de jogo, que configurem lavagem de dinheiro.
O grupo Estoril-Sol têm importantes interesses na exploração da actividade de jogo em casinos portugueses, designadamente nos casinos do Estoril, de Lisboa e da Póvoa de Varzim.
A Operação Furacão, que averigua suspeitas de crime de fraude fiscal e branqueamento de capitais, começou no final de 2005, com investigações em quatro bancos - BES, BCP, BPN e Finibanco - tendo-se alargado a mais de duas centenas de empresas de diversos ramos de actividade económica.
O processo, conduzido pelo DCIAP - dirigido pela magistrada Cândida Almeida - é uma das maiores investigações realizadas até hoje em Portugal na área da criminalidade económico-financeira e o PGR, Pinto Monteiro, garantiu que até final deste ano estarão concluídos alguns dos inquéritos.
Estas investigações já atingiram, entre outros, o Grupo Amorim, empresas do empresário Joe Berardo e Horácio Roque, e, na passada semana, a Media Capital.
Segundo a Estoril-Sol, "foi dispensada toda a colaboração solicitada e facultada toda a documentação existente nos arquivos da empresa" aos elementos que realizaram uma busca às suas instalações.
A Operação "está a receber toda a colaboração da administração do Casino do Estoril" e as buscas fazem-se nos "mesmos moldes da Media Capital" e "focalizam documentos de informação financeira", salientou à Lusa outra fonte da GNR.
O administrador da empresa Estoril-Sol, Mário Assis Ferreira, também já tinha confirmado à Lusa que os inspectores estiveram nos serviços administrativos da empresa para analisar documentação financeira. Assis Ferreira disse ainda que "as buscas estão a decorrer com discrição e com a sua colaboração da empresa na realização das mesmas".

