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Opções políticas sobre sector da água devem ser clarificadas de forma urgente

24.11.2011 - 23:42 Por Lusa

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O presidente da Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Água considerou nesta quinta-feira urgente que o Governo clarifique as suas opções políticas para o sector da água, que precisa de ser reestruturado e reorganizado.

Ideias defendidas por Rui Godinho, após o final do Encontro Nacional de Entidades Gestoras de Água e Saneamento, que terminou hoje no Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA), em Santarém.

“É preciso clarificar o quadro do sector, pois neste momento sente-se uma indefinição política que urge ser resolvida através das decisões do Governo e da Assembleia da República”, defendeu, o responsável, em declarações à Agência Lusa.

Rui Godinho fez um balanço “muito positivo” dos três dias de debate e salientou que “é urgente que haja decisões políticas, técnicas, económicas e financeiras, no sentido de formatar aquilo que venha a ser a estratégia para o sector da água nos próximos anos”.

Nesse contexto, o presidente da APDA questionou “quais os atores e que papéis irão desempenhar no presente e no futuro do sector”, nomeadamente Estado, municípios, sector público e privado e empresas.

“Deve-se avançar para a reestruturação e reorganização do sector da água, garantir a sustentabilidade económica e financeira, prestando serviços de alta qualidade, em abastecimento de água e de saneamento de águas residuais a toda a população portuguesa”, destacou Rui Godinho.

Sobre o futuro da Águas de Portugal, o responsável prefere aguardar pelas decisões governamentais para emitir uma posição.

“Neste momento a APDA não tem capacidade para dar uma resposta. Não sabemos se vai haver privatização. A haver, qual o modelo? O que é que se vai privatizar? Em que condições? E principalmente, com que objectivo?”, interrogou Rui Godinho.

A questão da sustentabilidade económica e financeira das entidades gestoras, públicas, privadas, municipais ou intermunicipais, é também um dos problemas que preocupa o sector.

No entender de Rui Godinho, são vários os desafios que as entidades gestoras enfrentam no que respeita ao aumento da sua eficiência, “que se repercute na aplicação de medidas tendentes a garantir o uso eficiente da água”, como, por exemplo, “no controlo de perdas”.

O presidente da APDA, afirmou ainda que “existe uma grande dispersão tarifária no País”, sendo, em geral, “uma relação de 1 para 12” a que existe entre as tarifas praticadas no abastecimento de água.

“É necessário introduzir mecanismos de harmonização, de maneira a que aquelas tarifas que estão sobreavaliadas e aquelas que estão subdimensionadas se aproximem de um ponto de convergência, com uma tarifa justa, real e adequada”, defendeu Rui Godinho, salientando que este “ainda é um caminho longo”.

Rui Godinho defendeu também a “fusão” de sistemas para ganharem escala.

“Fundir sistemas sustentáveis com outros que não o são, para haver compensações, de maneira a que se aproximem os preços e os sistemas resultantes sejam efectivamente sustentáveis e garantam a qualidade do serviço às populações”, disse Rui Godinho.

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Metam água

Metam água à vontade, que nós pagamos sem bufar. Vocês decidem e nós pagamos, sem nos preocuparmos ...

Baralhado

25.11.2011 09:24