O continente africano tem de encontrar recursos para apoiar os esforços internacionais que visam deter a expansão de uma pandemia humana, declarou hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS), referindo-se à gripe das aves.
As nações africanas não se podem dar ao luxo de ignorar a ameaça do vírus H5N1 da gripe das aves e devem começar a investir para detectar e combater o vírus nas aves de criação e selvagens, disse Alan Hay, da OMS, à margem de um fórum sobre cuidados de saúde, em Joanesburgo.
“Sabemos que é uma tarefa difícil e exigente, mas o acompanhamento (é mais eficiente a nível económico) do que ter de lidar com uma pandemia”.
A OMS aceitou ajudar a criar centros regionais dedicados à gripe das aves em cinco países africanos: Senegal, Nigéria, África do Sul, Madagáscar e Quénia. Segundo explicou Hay, cabe depois aos Governos mobilizar os fundos necessários para manter esses centros em funcionamento.
A gripe das aves infectou, pelo menos, 250 pessoas e matou mais de 150. O Egipto é o único país africano a ter registado mortes confirmadas, sete no total.


