A Organização Mundial de Saúde (OMS) espera que as empresas farmacêuticas estejam prontas a produzir uma vacina contra o vírus da gripe A (H1N1) "a partir do fim de Junho ou início de Julho", disse ontem o número 2 desta agência das Nações Unidas, Keiji Fukuda.
Mas a Organização Mundial de Saúde (OMS) ainda não decidiu se irá ou não pedir às empresas farmacêuticas que dêem início à produção à escala industrial de uma vacina contra a gripe A (H1N1). "Ainda vamos levar algum tempo a decidir isso", disse Fukuda.
Seria necessário produzir cinco mil milhões de doses num ano, para cobrir praticamente toda a população mundial. Mas não se sabe ainda pormenores fundamentais, como se bastaria uma dose para conferir imunidade, ou se seria necessário uma segunda toma, de reforço, diz a AFP.
Esta questão é verdadeiramente um dilema: para produzir uma vacina contra o novo vírus H1N1, seria necessário parar a produção da normal vacina contra a gripe sazonal.
OsEstados Unidos, no entanto, anunciaram já que serão disponibilizados cerca de 725 milhões de euros para a investigação sobre vacina, escreveu a Reuters.
A secretária dos Serviços Humanos e de Saúde dos Estados Unidos, Kathleen Sebelius, disse que o dinheiro será investido para estudos clínicos durante o Verão e para a produção de ingredientes para a vacina em escala comercial, caso se decidir avançar com ela.
“As medidas que tomámos hoje ajudar-nos-ão a estar preparados se for necessário produzir uma vacina”, declarou Sebellius, num comunicado de imprensa.
As empresas aprovadas para vender a vacina nos Estados Unidos são a Sanofi-Aventis SA, Novartis AG, GlaxoSmithKline e a CSL. Estes fundos permitirão às empresas produzir lotes de potenciais vacinas que serão utilizados em estudos clínicos para determinar quais as quantidades ideais de cada dose, se os adjuvantes (químicos que aumentam a eficácia da vacina na activação do sistema imunitário) são apropriados e assegurar que a vacina é segura e eficaz, informou ainda a Sebelius.
“O Executivo americano irá partilhar os resultados destes estudos clínicos com a OMS e com a comunidade internacional, para que outros países possam beneficiar dos esforços americanos para determinar a dose, a segurança e a eficácia da vacina”, acrescentou a governante.
Entretanto, a OMS alterou hoje a sua perspectiva quanto aos critérios utilizados para aumentar o nível de alerta, defendendo que será necessário verificar um aumento da taxa de mortalidade antes de declarar o nível 6.
As regras da OMS estipulam que seja declarado o nível pandémico (nível 6) caso existam dois focos da doença em duas regiões diferentes. Um aumento do nível de alerta é, assim, baseado na difusão do vírus e não na gravidade dos seus sintomas. Mas a organização procura agora sinais de que a taxa de mortalidade pode aumentar significativamente antes de aumentar o nível de alerta.


