• Passo-a-passo para preparar um rolo de sushi
  • "O que há de novo no amor?": este filme é um milagre
  • A cozinha coreana chegou de carrinha a Lisboa

Organização teme que o vírus se torne mais agressivo

OMS admite que um terço da população mundial pode contrair gripe A H1N1

07.05.2009 - 17:17 Por PÚBLICO, Agências

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
O México contabiliza 44 das 46 vítimas mortais do actual surto O México contabiliza 44 das 46 vítimas mortais do actual surto (Daniel Aguilar/Reuters)
Um terço da população mundial pode contrair, no espaço de um ano, a nova forma de gripe, segundo uma estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS), que voltou a alertar para a possibilidade de a nova estirpe se tornar mais virulenta com a evolução da epidemia.

O alerta foi deixado pelo director adjunto da OMS, Keiji Fukuda, numa videoconferência a partir de Genebra com peritos reunidos em Banguecoque, na Tailândia, na véspera de uma cimeira dos ministros da Saúde da China, Japão, Coreia do Sul e dos dez países da Associação das Nações dos Sudeste Asiática (Asean) para debater uma resposta comum à gripe.

O surto declarado no dia 23 de Abril matou até ao momento 46 pessoas (44 das quais no México), das mais de duas mil pessoas infectadas com a nova estirpe, a grande maioria no México, Estados Unidos e Canadá.

Apesar de a Ásia ter poucos casos confirmados (um em Hong Kong e dois na Coreia do Sul), Fukuda revelou que o vírus da gripe A H1N1 “pode infectar um terço, ou mais, da população mundial, no próximo ano”. Fukuda diz que se trata de uma “estimativa razoável” se forem tidas em conta “as pandemias do passado”, ainda que “o mundo seja hoje diferente” do que assistiu, por exemplo, à gripe espanhola de 1918.

O responsável alertou ainda que, se até agora a maioria dos infectados desenvolveu “uma forma relativamente ligeira da doença”, o cenário poderá alterar-se no caso de uma pandemia. “Poderemos ter um grande número de pessoas seriamente doentes”, explicou o director-adjunto da OMS.

Também o coordenador das Nações Unidas para a gripe, David Nabarro, disse que os governos não podem descuidar as medidas de protecção, ainda que o actual surto se esteja a revelar mais benigno do que inicialmente se pensou. “O vírus com que estamos a lidar pode facilmente tornar-se mais agressivo”, explicou Nabarro, recordando que a pandemia que em 1918-19 matou mais de 40 milhões de pessoas começou com um surto ligeiro, com baixa taxa de mortalidade.

Durante a sua intervenção, Fukuda explicou que “é bastante provável” que a OMS venha a declarar a situação de pandemia (nível seis), mas garantiu que ainda não foi tomada qualquer decisão. No momento, actual, “todas as possibilidades estão em cima da mesa”, incluindo a redução do alerta do nível 5 (surto sustentado em pelo menos dois países) para o nível 4 (transmissão entre humanos em várias comunidades).

Notícia actualizada às 19h45

Estatísticas

  • 4249 leitores
  • 36 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1379222

Comentário + votado

Uma Pandemia de tretas

Um Abraço do Mexico, Joao

Joao Oliveira

09.05.2009 04:04

X

Mais em Sociedade (21 de 34 artigos)

Dez pessoas, incluindo polícias, acusadas de corrupção e gravações ilícitas