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Mulher de 32 anos foi terceira vítima mortal em Portugal

O bebé está bem mas a mãe não resistiu e morreu de gripe A

12.10.2009 - 12:13 Por Catarina Gomes

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A mulher tinha 32 anos A mulher tinha 32 anos (PÚBLICO (arquivo))
Uma mulher grávida que andou de hospital em hospital e teve de fazer cesariana é a terceira vítima mortal da gripe A em Portugal. Temperaturas altas deverão adiar o pico de casos.

O bebé teve que nascer antes do tempo, próximo dos sete meses, mas está bem de saúde. A mãe, uma mulher de 32 anos que era saudável, morreu ontem, tornando-se na terceira vítima mortal por gripe A (H1N1) em Portugal. As previsões para os próximos dias indicam que as temperaturas vão manter-se altas, o que deverá adiar o pico de casos, dando mais tempo para a vacinação dos grupos de risco.

A história desta mulher, que tinha regressado há pouco tempo de Angola, começa em Agosto numa ida ao Hospital S. Francisco de Xavier, seguida do Amadora-Sintra - nas duas situações não foi diagnosticada com gripe A - e, por fim, ao Hospital da Luz, onde foi identificado o vírus, numa altura em que já sofria de pneumonia e necessitava de ventilação. Foi então encaminhada para o hospital de referência em gripe A na zona de Lisboa, o Curry Cabral.

Estava internada nos cuidados intensivos desde 18 de Agosto. Por volta dessa altura, com perto de sete meses de gravidez foi-lhe feita uma cesariana para salvar a criança, que está bem de saúde, conta Luís Mourão, director da unidade de cuidados intensivos do Curry Cabral.

No São Francisco de Xavier descarta-se a responsabilidade dos serviços e aponta-se para falhas da Linha Saúde 24. No Amadora-Sintra, a doente chegou apenas com dores de cabeça e tosse, não tinha febre, explica o porta-voz da unidade de saúde, Paulo Barbosa. Foi para casa com um antipirético.

Caso tivesse sido diagnosticada mais cedo, poderia ter sobrevivido? "Nunca poderemos ter essa resposta. É uma verdade geral que as situações ideais, para esta e outras doenças, é que quanto mais cedo forem tratadas, melhor é", responde o pneumologista do Hospital Pulido Valente (Lisboa), António Diniz.

O médico diz que as orientações da Direcção-Geral de Saúde, para um caso ser investigado como gripe A, são febre acima dos 38 graus (nesse dia ou nos anteriores) e dois dos seguintes critérios: tosse, dores musculares, de ossos, de cabeça, de garganta, pingo no nariz, vómitos e diarreia. Mas a febre é dos factores mais determinantes, nota.

Grávidas mais vulneráveis

Já se sabia que as grávidas eram um dos grupos mais vulneráveis, mas os mais recentes dados internacionais, em países que já passaram pelo Inverno em contexto de pandemia, vêm confirmá-lo: na Austrália e Nova Zelândia, dos 722 hospitalizados por gripe A 9,1 por cento eram grávidas; 28,6 por cento obesos; 32,7 por cento sofriam de asma ou outra doença pulmonar crónica. No geral, 31,7 por cento não tinha qualquer factor de risco, referem dados recém-publicados noNew England Journal of Medicine. Em Portugal, as três mortes registadas até agora são de indivíduos saudáveis, informaram os hospitais.

Em Portugal, as grávidas com doença prévia serão das primeiras a ser vacinadas com as 49 mil doses que começam a ser administradas a 26 de Outubro. Mas espera-se que até Dezembro estejam todas imunizadas, num total de um milhão de portugueses que deverão receber a vacina até essa altura, garante o Ministério da Saúde.

O vírus da gripe sobrevive mais tempo no frio e, por isso, a época com mais casos é o Outono-Inverno. As temperaturas estão altas para a época e assim deverão ficar nos próximos dez dias, prevê o Instituto de Meteorologia. António Diniz diz que o tempo quente poderá ajudar a ganhar tempo para conseguir vacinar o máximo de pessoas antes do pico esperado de casos.

Não se conhecem as razões por que as grávidas são mais vulneráveis, mas quando contraem a doença têm quatro vezes mais risco de sofrer complicações do que outras pessoas, constata o pneumologista António Diniz. As explicações podem ser várias: maior debilidade do sistema imunitário, alterações hormonais, capacidade respiratória diminuída devido à compressão do diafragma pelo peso da barriga. Mas são tudo hipóteses, nota.

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começo

Tem gente que ainda ve a ameaça da gripe A, apenas como uma estatistica, que tal usar os mesmos ...

Marcio

13.10.2009 12:25

X

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